Família Oliveira brilha no boxe olímpico 50 anos depois



O boxe brasileiro viu nesta quarta-feira (17) um outro integrante da família Oliveira brilhar em uma edição de Jogos Olímpicos.

Meio século após Servílio de Oliveira conquistar o bronze no México-1968, o, seu neto fizesse o mesmo. Só que na Olimpíada da Juventude, em Buenos Aires.

Luiz Gabriel de Oliveira comemora bronze

Luiz Gabriel de Oliveira, neto de Servilio de Oliveira, comemora o bronze no boxe da Olimpíada da Juventude (Crédito: , Jonne Roriz/Exemplus/COB)

Luiz Gabriel de Oliveira, o Bolinha, pela categoria mosca (52 kg), levou o bronze ao derrotar Patrick Clancy, da Irlanda, por decisão unânime dos juízes.

Porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos de Buenos Aires, Bolinha já vinha de um ótimo resultado nesta temporada. Em agosto, ele também ficou em terceiro lugar no Mundial juvenil, realizado na Hungria. Retrospecto promissor para quem tem uma carreira de apenas sete anos no boxe.

Com apenas dez anos, ele começou a treinar inspirado no pai, Ivan de Oliveira, ex-boxeador e atualmente treinador, em São Caetano do Sul (SP).

““Meu avô sempre me mostrava a medalha e eu não entendia muito o que ela significava. Mas o tempo foi passando e eu fui querendo conquistar uma igual. Nossa família vem do boxe e já sabemos o caminho”, disse Bolinha.

Mesma categoria

Outra incrível coincidência que une estas histórias é o fato de que ambos ganharam suas medalhas olímpicas lutando na mesma categoria.

Na Olimpíada da Cidade do México-1968, Servilio venceu suas duas primeiras lutas, contra o turco Engin Yadigar, e o ganês Joseph Destimo. Na semifinal, contudo, acabou parando no mexicano Ricardo Delgado. Mesmo com a derrota, assegurou a medalha de bronze.

O brasileiro Servilio de Oliveira (à direita) no pódio com a medalha de bronze na Olimpíada de 1968 (Crédito: reprodução)

Em um intervalo de 50 anos, dois Oliveiras conquistaram resultados importantes para o boxe brasileiro. Claro que por enquanto, o bronze do vovô Servílio tem um peso muito maior. Mas quem garante que o neto Bolinha não fará a mesma coisa em uma futura Olimpíada?



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