Está confirmado: a seleção masculina de basquete sofre de distúrbio bipolar



Thiago Splitter tenta arremesso contra a Eslovênia

Nem é necessário um diagnóstico muito aprofundado e feito por especialistas para descobrir o óbvio: a seleção brasileira masculina é o time mais bipolar do basquete mundial. Em um intervalo de apenas 48 horas, a mesma equipe que fez os sempre marrentos americanos ficarem de joelhos, por medo de uma derrota histórica na última segunda-feira, sofreu um apagão inacreditável que lhe custou a derrota para a Eslovênia nesta quarta, por 80 a 77.


Poderia ficar aqui escrevendo linhas e mais linhas para tentar justificar os incríveis erros que levaram o Brasil ao resultado negativo diante dos eslovenos. Desequilíbrio emocional, excesso de cautela, excesso de confiança, falta de experiência em momentos decisivos…Talvez seja até um motivo diferente de todos estes que eu listei acima ou talvez sejam todos eles juntos.


O maior problema, para mim, é a chamada “herança maldita” que o basquete masculino brasileiro vem carregando há mais de 15 anos. Este sentimento meio nebuloso, difícil de explicar, fazendo com que o Brasil perca aquela alma vencedora que tanto o caracterizou anos atrás. Tudo bem que falta material humano também, não sejamos tão ingênuos assim. Mas parece que a maldita bola, quando bate no aro, sempre cai do lado de fora no arremesso brasileiro. E entra na cesta quando é a vez do adversário.


Nesta quinta-feira, a partir das 15h30, a seleção brasileira joga a sua sorte no Mundial diante da Croácia. Uma derrota colocará o time de Rubén Magnano diante de Argentina ou Sérvia. O que provavelmente significará marcar o voo de volta para o Brasil mais cedo do que se sonhava.


Crédito da foto: Gáspar Nóbrega/divulgação CBB



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