Discurso e realidade




Do blog de José Cruz


Na tentativa de renovar a diretoria da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), 14 federações lançam o gaúcho Carlos Boaventura Correa Nunes à sucessão de Gerasime Grego.

A novidade nessa candidatura é que ela vem apoiada por um dos principais empresários do marketing esportivo brasileiro, José Carlos Brunoro, que sabe tratar um produto vendável, como o basquete, de forma profissional. E para manter esse esporte em destaque saberá orientar como cuidar das categorias de base.

Surpreende, porém, que Carlos Nunes, que defende apenas uma reeleição (“como o Presidente da República”, afirmou), esteja há 14 anos à frente da Federação Gaúcha de Basquete…

Nesse tempo, 11 anos ele dedicou-se à assessorar a presidência da CBB. Ops! 11 anos ao lado de Grego? E, agora, afasta-se da situação para se lançar pela oposição? Do esporte para a política, é algo assim como o PMDB, governo e oposição ao mesmo tempo.

Não é porque Grego seja um mau dirigente que devemos apostar na primeira alternativa que surge para substituí-lo. O passado de Carlos Nunes mostra-nos esse vício do continuismo, que leva cartolas a se perpetuarem no poder por até 21 anos. Quando fez campanha em Brasilia na eleição à CBB, Grego fazia o mesmo discurso da renovação. Deu no que deu.



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