Diário Esportivo: já está no ar a coluna desta sexta-feira do Diário de S. Paulo



Basquete precisa resgatar a tradição da rivalidade

“O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia/Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia/Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.”

O trecho acima, do poema de Fernando Pessoa “O Tejo é Mais Belo”, ilustra bem uma situação constrangedora que os clubes brasileiros de basquete vivem atualmente: a falta daquela saudável rivalidade e, conseqüentemente, de paixão clubística. Não digo aquela rivalidade artificial, criada geralmente pelo patrocinador do time, que só consegue encher um ginásio às custas de uma camiseta e um ingresso. Que clube brasileiro hoje, com exceção do Franca — que está nas quadras desde 1959 —, pode se orgulhar em possuir, de fato, uma torcida atuante e fanática? Na verdade, isto já aconteceu em outros tempos, nos anos 60 mais precisamente, quando Corinthians, Palmeiras e Sírio disputavam os títulos paulistas, enquanto Flamengo, Vasco e Botafogo também dividiam as conquistas no Rio. Engraçado é que nesta época o basquete masculino podia se orgulhar em ser o segundo esporte na preferência do torcedor brasileiro, era bicampeão mundial, ia aos Jogos Olímpicos e até ganhava medalha…

A força da galera
Um simples exemplo de como a paixão verdadeira por um clube pode fazer bem ao basquete está no Flamengo. No playoff final da Liga Sul-Americana, o Rubro-Negro (dono da maior torcida do Brasil) levou mais de sete mil torcedores em cada um dos jogos realizados no Ginásio do Maracanãzinho. Coincidência ou não, o Flamengo conseguiu empatar a série contra o Regatas Corrientes, da Argentina, levando a decisão do título para a quinta e última partida. O problema é que o jogo da próxima quarta-feira será na Argentina.

Nacional esvaziado
Sem clubes de expressão, com exceção do Flamengo, e desfalcado dos principais times paulistas — que boicotaram o torneio por desacordo econômico com a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) — o Nacional masculino chega de forma melancólica ao final da fase de classificação, que terminará no próximo dia 1º. O Flamengo, por sinal, tem a melhor campanha nesta fase, com 17 vitórias e uma derrota, com mais quatro jogos para realizar.

Zé Roberto acertou
Totalmente correta a decisão do treinador da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães,em não incluir o nome de Fernanda Venturini na lista de convocadas da equipe que irá participar do Grand Prix e dos Jogos Olímpicos de Pequim. Ao não atendero pedido de Fernanda, Zé Roberto foi coerente com a linha de seu trabalho até agora e deu um apoio fundamental às convocadas Fofão e Carol Albuquerque.

Foto: Flamengo x Univates, pelo Nacional masculino de 2008; crédito: Leandro Augusto Hamester/Divulgação CBB



  • Laguninha, mas que elegância, hein? Começando com Fernando Pessoa e seiu grande Alberto Caeiro… Na boa, o basquete brasileiro não merece a referência.

  • só falta o Zé levar aquela mau-caráter e fresca da Fernanda. Conheci bem a figura quando ela jogava em Ribeirão e treinava na Recreativa.mala é pouco.

  • Rodrigão, pensando bem, o basquete merece mias os versos da música do Créu, né? rs

  • Rubão, posso te garantir que em nenhum momento passou pela cabeça do Zé Roberto levar esta mala. Foi tudo jogo de cena

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