Diário Esportivo: eis a coluna desta sexta…



Há algo de estranho no reino de Moncho Monsalve

Depois que abandonou as quadras, Oscar Schmidt, o maior cestinha da história do basquete brasileiro e um dos maiores do mundo, tornou-se uma figura quase caricata. A postura radical que mostrava quando comandava a finada Nossa Liga de basquete e a atuação patética como “torcedor-símbolo” do Pan do Rio, quando se vangloriou de atrapalhar, na base da vaia, todo atleta que não era brasileiro, são dignas de esquecimento. Mas se há algo de bom nesta fase polêmica da vida de Oscar é que ele não tem mais papas na língua.

Na última segunda-feira, no programa “Bem, Amigos”, do canal Sportv, o Mão Santa mostrou toda sua indignação com o festival de pedidos de dispensa na seleção brasileira masculina, que se prepara para a disputa do Pré-Olímpico Mundial, marcado para julho, em Atenas. Revoltado, Oscar não consegue entender a série de “contusões” que estão ocorrendo com os jogadores que atuam na NBA convocados pelo técnico espanhol Moncho Monsalve. Os únicos a quem ele aliviou a barra foram o pivô Nenê Hilário, que no início do ano teve diagnosticado um câncer nos testículos, e o ala Guilherme, com problemas familiares. Já com os demais (Ânderson Varejão e Leandrinho), ele pegou pesado. “Não sei se é contusão de verdade ou se é boicote”, disse Oscar.

E no dia seguinte ao programa, foi a vez de Valtinho também pedir para sair. Se na próxima segunda-feira Leandrinho confirmar que não irá mesmo ao Pré-Olímpico, já serão cinco desistências, um time inteiro. E a tese meio maluca de boicote, colocada no ar por Oscar Schmidt, passa a ter muita lógica.

Nem o Moncho?
O mais assustador de tudo isso é que até o próprio comandante pensou em abandonar o barco. Ontem, em conversa com os jornalistas durante o primeiro treino da seleção, no Rio, o veterano treinador espanhol revelou que diante de tantos problemas, até pensou em pegar as malas e voltar para casa. Só não tomou esta decisão porque, segundo ele, “seria um desrespeito com o país, com a CBB, à comissão técnica e com os jogadores”. Que coisa!

A 40 minutos de Pequim
Se está dando tudo errado na preparação da seleção masculina, a equipe feminina está com o astral lá em cima e pode alcançar hoje seu objetivo e se classificar para os Jogos de Pequim. Se derrotar a Bielorrússia hoje, em Madri, pelo Pré-Olímpico mundial, o time comandado pelo técnico Paulo Bassul ficará com a vaga.

Grupos complicados
O vôlei definiu os grupos dos torneios olímpicos masculino e feminino. A seleção masculina defenderá seu título olímpico enfrentando na primeira fase Sérvia, Polônia, Alemanha, Egito e Rússia. Já a seleção feminina caiu numa chave complicada, tendo Itália, Rússia e Sérvia como principais rivais.

Foto: divulgação CBB



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