Diário Esportivo: a coluna desta sexta do Diário de S. Paulo já está no ar




Luta olímpica tem roteiro digno de comédia pastelão

Perdoem-me pelo chavão, mas a atual situação da luta olímpica brasileira seria cômica, se não fosse trágica. O drama de dois lutadores brazucas que ganharam medalhas no Pan-Americano da categoria, mês passado, nos EUA, e só depois souberam que não estavam classificados para as Olimpíadas de Pequim, mostra a que ponto chega a desorganização, não somente no Brasil, mas na modalidade como um todo.

Para quem não leu a matéria publicada pelo DIÁRIO na edição da última terça-feira, os lutadores Antoine Jaoude, na luta livre, e Rodrigo Artilheiro, na greco-romana, conquistaram medalhas no Pan-Americano de Colorado Springs (EUA), realizado em fevereiro. Ambos já contavam com a vaga para as Olimpíadas, baseados na palavra do vice-presidente da Federação Internacional de Lutas Associadas (Fila), durante o Pan-Americano do Rio.

Segundo o dirigente, não haveria a necessidade de participar do Mundial da modalidade, que aconteceu em Baku (Azerbaijão) em 2007, para ratificar a vaga olímpica. O problema é que a própria Fila virou a mesa, mudou as regras e não avisou os dirigentes brasileiros. O resultado de toda esta lambança é a óbvia frustração de Jaoude e Artilheiro, que por enquanto estão fora dos Jogos Olímpicos.

Economia burra
Agora que o estrago foi feito, o presidente da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA), Pedro Gama Filho, bate no peito e diz que cobrará mudanças da Fila, argumentando que outros países das Américas também foram prejudicados. Atitudes valentes à parte, pior é saber o real motivo do Brasil não ter participado do Mundial em Baku: como os custos seriam altos, a CBLA preferiu investir toda verba na preparação para o Pan do Rio e abriu mão de uma oportunidade de intercâmbio internacional. O preço a ser pago por esta economia burra será bem salgado.

Vaguinha salvadora
Graças ao meio-pesado Washington Silva o desempenho brasileiro no Pré-Olímpico de boxe em Trinidad e Tobago não foi um fiasco absoluto. A equipe tinha 11 lutadores na disputa por vagas, mas somente Washington carimbou o passaporte. Com isso, a última chance de classificação será no Pré-Olímpico da Guatemala, de 23 a 30 de abril. Em Atenas-04, o boxe brasileiro foi representado por cinco atletas.

Show de otimismo
Definitivamente o chefe de missão da delegação brasileira em Pequim, Marcus Vinícius Freire, pode ser chamado de tudo, menos de pessimista. O dirigente acredita que o desempenho do Brasil nas Olimpíadas deste ano irá superar o de Atenas-04, quando o país ficou em 16º lugar no quadro de medalhas. “O objetivo é ficar entre os 10 primeiros”, garantiu Freire.

Foto: Rodrigo Artilheiro, de azul, enfrentando o venezuelano Rafael Barreno, pelos Jogos PAn-Americanos de 2007
Crédito: Washington Alves/COB



  • É muito bonito o COB bater no peito e falar de seu fantástico trabalho em modalidades como o vôlei, a natação, o iatismo ou o judô, que há décadas são modalidades que funcionam no Brasil – algumas apesar de seus péssimos dirigentes.Engraçado é que o tio Nuzman não coloca na discussão as lutas, o badminton (que também não foi o Mundial, logo depois do Pan, por falta de grana), o levantamento de peso, o tiro com arco, o ciclismo…

  • Te comento que hay un nuevo posteo de: LA HISTORIA DE LOS MUNDIALES. Si podes pásate para opinar. Un abrazo. http://www.mundofutboleroblog.blogspot.com

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