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Basquete feminino tenta brilhar com suas ‘operárias’

A próxima semana promete ser histórica para o basquete feminino brasileiro. Para o bem ou para mal. Com uma equipe formada por verdadeiras “operárias” das quadras, o Brasil disputará a partir de segunda-feira o Pré-Olímpico Mundial de Madri, quando estarão em jogo as cinco últimas vagas do torneio feminino em Pequim. Longe de ser depreciativo, o termo “operárias” cabe com perfeição para definir o atual momento do basquete feminino brasileiro.

Agora sob o comando do técnico Paulo Bassul, ex-assistente de Antônio Carlos Barbosa, o time brasileiro que atuará em quadras espanholas nem de longe lembra os históricos times nos quais brilhavam Hortência, Paula e Janeth. É verdade que a equipe conta com a ala Iziane como sua referência de talento. Mas mesmo ela, que tem consolidada carreira no exterior, ainda não se firmou na condição de estrela principal da atual seleção, alternando excelentes partidas com atuações pífias.

E para piorar, Bassul ainda foi obrigado nos últimos dias a cortar a pivô Érika, por contusão, enfraquecendo bastante a briga pelos rebotes no garrafão. Isso sem falar no estranho pedido de dispensa de Adrianinha, que alegou “motivos pessoais” para não disputar o Pré-Olímpico.

Assim, se falta o talento, a seleção brasileira tentará compensar com muita vontade e aplicação em busca da classificação para sua quinta edição consecutiva de Jogos Olímpicos. A missão, portanto, estão nas mãos “operárias” como as da veterana armadora Claudinha, das pivôs Kelly e Êga e das alas Karla e Micaela, entre outras.

Duelo indigesto
O sorteio das chaves do Pré-Olímpico Mundial foi relativamente cruel com a seleção brasileira. Se por um lado reservou como adversária da estréia na terça-feira a desconhecida equipe das Ilhas Fiji, também colocou o Brasil na mesma chave da Espanha, atual vice-campeã européia e que contará com a força de sua fanática torcida. O duelo está marcado para a próxima quarta-feira.

Incerteza no masculino
Na seleção masculina, o momento é de incerteza. O técnico espanhol Moncho Monsalve inicia seu trabalho no final de semana, mas aida não sabe qual será o time que irá se preparar para o Pré-Olímpico de Atenas, em julho. Ânderson Varejão já pediu dispensa, Leandrinho pode seguir o mesmo caminho e Nenê ainda é uma incógnita. Pior, impossível.

Sonho ou pesadelo?
Vejo nos jornais fotos com dirigentes e políticos, todos sorridentes, com a passagem (no sufoco) da candidatura do Rio para sediar os Jogos de 2016. Mas algo me diz que o sonho olímpico carioca mais uma vez irá se transformar em pesadelo.



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