Decisão será com a razão ou emoção?



Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 2 de outubro do Diário de S. Paulo

Agora não há mais espaço para discursos de personalidades famosas, vídeos altamente elaborados, troca de acusações e até mesmo conchavos políticos. Chegou a hora. Hoje, em Copenhague, por volta das 13h30m, o belga Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) irá anunciar a sede da 31 edição dos Jogos Olímpicos. E, contrariando as previsões iniciais, o Rio de Janeiro realmente aparece com reais chances de se tornar vencedor do pleito mais concorrido no COI nos últimos anos. Nas semanas que antecederam a decisão de hoje, a candidatura carioca cresceu de forma significativa, a ponto de preocupar os representantes das também finalistas Chicago, Tóquio e Madri. Mas que ninguém se deixe enganar pelas aparências: na eleição de hoje, não há vencedor de véspera.

Em sua terceira tentativa de ganhar o direito de organizar as Olimpíadas, o Rio de Janeiro parece ter aprendido com os erros do passado e fez um projeto caprichado e tecnicamente elogiado pela comissão de avaliação do COI. Mas boa parte do “belo projeto” é virtual e exigirá um enorme investimento em infraestrutura e construção de arenas esportivas, tornando a candidatura brasileira a mais cara das quatro finalistas, com R$ 29,5 bilhões, muito mais do que se gastou no Pan-2007 (R$ 3,8 bilhões).

É simplesmente impossível prever quem vai ganhar. Racionalmente, o Rio não teria chance. Mas o componente emocional, de dar a um país em desenvolvimento a chance de organizar os Jogos, pode ser decisiva hoje.

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo



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