Crise no basquete chega até na imprensa



Minha sexta-feira ficou mais triste após receber um e-mail da amiga e jornalista Mariza Mendes, no qual ela informava que não fazia mais parte da assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Por decisão do presidente Gerasime Boziks, Mariza foi desligada da CBB, entidade onde trabalhava desde 1984. Azar da CBB.

Mariza não faz cesta de três pontos ou dá tocos no garrafão defensivo. Mas qualquer jornalista que tenha feito alguma matéria de basquete nos últimos 24 anos conhece sua importância na modalidade. Neste tempo todo, Mariza ajudou – e muito, diga-se de passagem – uma quantidade enorme de coleguinhas a produzirem suas reportagens (seja em jornal, internet, rádio ou TV), seja passando informações ou trazendo aquele jogador que não estava com muita vontade de dar entrevistas.

Sou suspeito para falar dela pois é minha amiga. Mas todo jornalista basqueteiro vai concordar comigo: nestes tempos onde muitos assessores, rezando na cartilha dos cartolas, olham a imprensa como inimiga, Mariza Mendes foi um exemplo de profissionalismo.

Boa sorte em sua nova caminhada profissional, Mariza.



  • oscar schmidt

    aqui e o Oscar Schmidt, infelizmente a CBB nao merece a Mariza, ela faz parte daquele tipo de gente que ama o basquete, e parece que a CBB nao quer mais esse tipo de pessoa perto dela,uma pena para nosso basquete,que tinha na Mariza uma jornalista imparcial,coerente e amante do Basquete,de verdade.Boa sorte Mariza,estou revoltado…Oscar

  • Concordo plenamente com o Oscar e com vc Marcelo. Conheci a Mariza desde o inicio da sua trajetória na CBB e sei da sua importancia como abnegada e excelente profissional. Ainda aguardo que ela manifeste a razão da sua saída, pois quem perde muito é o basquete corporativo, ja que tenho certeza ela encontrara espaço em outros meios de comunicação para continuar a colaborar com a modalidade. JOse Medalha

  • Fabio Bittencourt

    Falô e disse, Laguna. Azar da CBB!! No tempo em que eu cobria basquete no Lance!, a Mariza sempre foi muito prestativa e educada. Se a seleção estava longe, concentrada em hotel, ela sempre dava um jeito de conseguir entrevistas com pelo menos dois ou três jogadores para o jornal do dia seguinte. Vai uma dica: agora que ela saiu, poderia escrever um livro de memórias sobre as patifarias que viu na CBB nas últimas duas décadas.AbrsBittenca

  • Anônimo

    Falar de MARIZA é falar de uma pessoa maravilhosa, nota 1000, guerreira, vitoriosa, amiga, honesta e acima de tudo PROFISSIONAl.Foi um prazer e um previlégio trabalhar com ela.

  • Nicolau

    A Mariza era uma das poucas assessoras que se portava como profissional do jornalismo e não como um pau-mandado de dirigente. Foi assim numa viagem que fizemos juntos, durante o Pré-Olímpico de Porto Rico, em 1999. Mesmo com o Brasil em crise e fora de mais uma Olimpíada, ela nunca tentou impedir o nosso trabalho ou esconder qualquer informação. Deve ser por isso que não sobreviveu à inacreditável gestão que tomou de assalto o basquete brasileiro. Pobre basquete…

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