Começa a guerra política pela disputa de poder no basquete brasileiro



As eleições na Confederação Brasileira de Basquete (CBB) serão apenas em maio, mas é bem provável que vimos nesta sexta-feira a largada para uma série de pequenas batalhas até a definição do novo presidente da entidade.

Reportagem publicada neste sábado pelo Diário de S. Paulo, assinada pelo repórter José Eduardo Martins, mostra que uma inesperada denúncia de irregularidade do jogador americano Shamell Stallworth, do Winner/Limeira, pode na verdade esconder uma briga entre Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e Federação Paulista de Basquete (FPB). Não por coincidência, a CBB é comandada por Gerasime Bozkis, o Grego, que buscará nova reeleição, e Toni Chakmati, mandatário da FPB e um dos candidatos da oposição.

A denúncia contra Shamell partiu do Conti/Assis, adversário de Limeira no playoff de quartas-de-final do Paulista masculino (Limeira enfrenta Assis nesta sábado e lidera a série por 2 a 0). Segundo a denúncia, o americano estaria sem a liberação do clube anterior, da Croácia, e o visto de trabalho.

Tanto a FPB quanto o Limeira sustentam que a situação de Shamell é legal. O estranho é que a própria CBB, através de comunicado de sua assessoria de imprensa, disse que o jogador não teria atuado na China (como sustentam a Federação e o Limeira) e que o clube da Croácia exige o pagamento de uma taxa de 100 euros para conceder a carta de liberação. Além disso, a CBB solicitava da Federação Paulista a complementação de documentação, o visto de trabalho e o contrato de trabalho.

Mas aí eu pergunto: por que este súbito interesse da CBB a respeito de uma situação específica da FPB? Não foi à toa que o próprio Tony Chakmati, quando perguntado a respeito pelo DIÁRIO, disse o seguinte: “Quem sabe não é guerra política? Não sei quem está contando essa história”



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