Com carisma e medalhas, Flavia Saraiva segue a trilha de Daiane dos Santos



Flavia Saraiva exibe sua medalha de bronze no individual geral na ginástica artística em Toronto.Crédito: Ricardo Bufolin/CBG

Flavia Saraiva exibe a medalha de bronze no individual geral na ginástica artística.Crédito: Ricardo Bufolin/CBG

No momento da prova do solo do individual geral da ginástica artística, dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, era praticamente impossível desgrudar os olhos da tela da tevê enquanto ocorria a apresentação da pequena carioca Flavia Saraiva, de apenas 1,33m de altura, mas que no tablado se comportava como uma gigante. Dona de um carisma impressionante, ela praticamente levantou a torcida no ginásio e ficou com a medalha de bronze na competição.

Já é a segunda medalha de Flávia neste Pan, após outro bronze por equipes, no domingo. Mas calma que a lista pode aumentar, pois ela disputará mais duas finais na quarta-feira (15), na trave de equilíbrio, com Julie Kim Sinmon, e o solo, com Daniele Hypólito.

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A grande coincidência que vem marcando a trajetória de Flavia Saraiva – que já tinha conquistado o ouro e duas pratas nas Olimpíadas da Juventude de Nanquim 2014, é a semelhança com outra ginasta talentosa e também muito carismática. Em 1999, também no Canadá, mas em Winnipeg, Daiane dos Santos aparecia para o mundo, com uma participação empolgante no Pan-Americano daquele ano, voltando para casa com dois bronzes (equipe e solo). Quatro anos depois, era campeã mundial e se consagrava como uma das estrelas da ginástica mundial e ídolo do esporte brasileiro.

Pode ser apenas coincidência, ou podemos estar diante de um novo fenômeno do esporte brasileiro.