COI anuncia regras de transparência para o boxe em Tóquio-2020



Robson Conceição (azul), na semifinal diante de Lázaro Álvarez (CUB), categoria 60 kg do boxe na Olimpíada Rio-2016 (Crédito: Saulo Cruz/Exemplus/COB)

Modalidade que ficou ameaçada de ser excluída por conta de problemas administrativos e de credibilidade, o boxe olímpico será mais transparente na Olimpíada de Tóquio-2020. O COI (Comitê Olímpico Internacional) retirou da Aiba (Associação Internacional de Boxe) a função de organizar as competições nos Jogos do ano que vem. Nesta quarta-feira (20), a força-tarefa criada pelo COI divulgou um documento com as regras técnicas da competição. O ponto principal é ressaltar que a transparência será palavra de ordem.

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Entre alguns dos pontos divulgados, a força tarefa do COI lembrou que voltará a ser divulgada, ao final de cada round, a pontuação dos jurados. Método que era utilizado até o ciclo da Olimpíada de Londres-2012, a decisão da Aiba em divulgar a pontuação final apenas no final das lutas sempre despertou críticas.

Inclusive, um dos pontos que levou a Aiba a ficar excluída de organizar o boxe olímpico foi a suspeito de manipulação de resultados por jurados nos Jogos Rio-2016.

A força tarefa anunciou também que todos os jurados e árbitros que atuarão em Tóquio serão escolhidos por sorteio, dentro de uma lista de profissionais habilitados. Este processo será supervisionado pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). O COI também proibiu que todos os oficiais que participaram da última Olimpíada atuem nos Jogos de 2020 ou mesmo nos eventos qualificatórios.

Confira aqui todos os detalhes do documento de transparência do COI para o boxe olímpico.

Todos estes pontos que irão compor o regulamento do boxe olímpico tiveram participação do “Boxing Ambassadors”. Este grupo é formado por alguns boxeadores olímpicos que atuam como consultores do COI.

Em maio, o COI decidiu afastar a Aiba da organização do boxe em Tóquio. Inúmeros problemas financeiros e administrativos na modalidade deixaram a modalidade em crise. Para completar, a decisão de colocar na presidência um dirigente, o uzbeque Gafur Rakhimov, investigado pelo Departamento de Tesouro dos Estados Unidos, acusado de envolvimento com o crime organizado na Ásia, esgotou a paciência dos cartolas do COI.

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