COI dá um passo rumo à modernidade na escolha das sedes olímpicas



Thomas Bach fala aos membros do COI, no último dia da Assembleia da entidade, quando foram definidas importantes mudanças no sistema de escolhas de sedes olímpicas (Crédito: COI)

Demorou, mas parece que enfim o COI (Comitê Olímpico Internacional) encarou uma verdade inconveniente. Ou mudava logo a forma de escolher suas sedes olímpicas ou teria sérios problemas para encontrar interessados no futuro. Nesta quarta-feira (26), os cartolas olímpicos deram um passo rumo à modernidade.

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De forma unânime, a Assembleia Geral do COI encerrada em Lausanne (SUI) aprovou novas regras para a escolha de sedes olímpicas. De forma resumida, as novas medidas pretendem simplificar o processo de candidaturas e principalmente de escolha das cidades que receberão os Jogos.

O COI quer acabar com o vexame que a entidade vem passando, recebendo seguidos “nãos” de cidades interessadas em um primeiro momento. Porém, ao longo do processo, acabam desistindo antes de levar a candidatura até a eleição, pelos mais diversos motivos.

A última eleição feita pelos moldes antigos definiu, na última segunda-feira (24) a sede da Olimpíada de Inverno de 2026, que acontecerá nas cidades italianas de Milão e Cortina d’Ampezzo, Não por acaso uma corrida eleitoral que terminou com apenas duas interessadas – a outra foram as suecas Estocolmo e Are.

É possível afirmar que as medidas aprovadas são tão ou mais importantes para o futuro do movimento olímpico do que a introdução dos chamados “esportes modernos” no programa olímpico.

Flexíveis

O principal ponto destas novas regras é a flexibilidade. Parece que finalmente o alemão Thomas Bach, presidente do COI, conseguiu colocar para valer a tal agenda 20+20, a grande bandeira de sua gestão. A melhor delas, em minha opinião, foi alterar um ponto na Carta Olímpica, ao definir que “anfitrião” dos Jogos Olímpicos não  necessariamente refere-se a uma só cidade.

Abre-se, portanto, a possibilidade de um conjunto de cidades possam receber uma edição olímpica. Muito bom.

Também vai acabar a necessidade de que as sedes sejam definidas sete anos antes dos Jogos, permitindo que um candidato ofereça sua candidatura em um período que lhe seja mais conveniente.

Serão criadas duas comissões especificas, para as Olimpíadas de Verão e Inverno, que receberão as ofertas de interessados. E pode ser que nem exista mais uma eleição olímpica. Bach acena para a possibilidade de que exista somente um único interessado, após recomendação destas comissões.

Todas as propostas podem ser conferidas no site do COI. Elas deverão ser implantadas para a escolha da sede dos Jogos de Inverno de 2030.

Ninguém pode cravar que todas as mudanças darão certo. Mas é fato que o caminho que o COI deu nesta quarta-feira está mais alinhado com o futuro de um esporte olímpico mais sustentável.

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