COI faz ‘Jogos da Inclusão’ na Rio 2016



O COI, de Thomas Bach, vem promovendo diversas ações inclusivas para a Rio 2016. Crédito: Richard Juilliart/AFP

O COI, de Thomas Bach, vem promovendo diversas ações inclusivas para a Rio 2016. Crédito: Richard Juilliart/AFP

Uma bola dentro do COI (Comitê Olímpico Internacional) nesta quinta-feira: o anúncio, feito pelo presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, de que pela primeira vez na história uma delegação de refugiados participará dos Jogos Olímpicos, na edição da Rio 2016. A entidade decidiu convidar atletas que escaparam de conflitos militares em regiões como Síria, Afeganistão, Iraque e Congo, para compor uma equipe que competirá sob a bandeira do COI.

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A quantidade de atletas refugiados que estarão participando da Rio 2016 ainda não foi definida, mas deve ficar entre cinco e dez competidores. Três deles já são conhecidos, como uma nadadora síria que treina na Alemanha, um judoca do Congo que vive no Brasil e um lutador de taekwondo do Irã que mora na Bélgica.

Foi o segundo gesto de “inclusão” feito pelo COI em uma semana. No último domingo, a entidade divulgou comunicado liberando atletas transgêneros a competirem nos Jogos do Rio sem a necessidade de passarem por cirurgia de mudança de sexo. Já os atletas que quiserem competir em eventos apenas para mulheres deverão provar que os níveis de testosterona no sangue estão dentro do nível permitido para disputas femininas. Mulheres que quiserem competir entre os homens não terão restrições. Até agora, era obrigatória a cirurgia de mudança de sexo e um prazo de dois anos para o reconhecimento da troca de gênero para então ser liberada a participação nas Olimpíadas.

>>> Veja também: COI não vê problemas nas águas da Rio 2016, diz Thomas Bach

E sempre é bom lembrar que em 2015, o COI reconheceu mais dois comitês olímpicos nacionais e liberou-os para participar das próximas Olimpíadas: o Kosovo e o Sudão do Sul, elevando para 206 o número de nações convidadas para a festa do esporte mundial  a partir de 5 de agosto. Pelo visto, estaremos vivendo os Jogos da Inclusão no Rio de Janeiro.

 



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