Chefe de Tóquio-2020 já começa a sentir os efeitos das denúncias de corrupção



Tsunekazu Takeda, presidente do comitê organizador Tóquio-2020, suspeito de corrupção para compra de votos na eleição da Olimpíada de Tóquio-2020 (Crédito: AFP)

Menos de uma semana depois de ter seu nome envolvido em um mar de lama que compromete a credibilidade da Olimpíada de Tóquio-2020, Tsunekazu Takeda, chefe do comitê organizador, já começa a sentir os efeitos da enrascada em que está envolvido.

Takeda foi indiciado pelo ministério público da França por envolvimento em corrupção de compra de votos na eleição que escolhei Tóquio como a sede da próxima Olimpíada, em 2013.

O dirigente teria autorizado o pagamento de US$ 2 milhões a uma empresa em Cingapura que pertence a Papa Diack, filho de Lamine Diack, ex-membro do COI (Comitê Olímpico Internacional) e que se encontra preso na França. A família Diack também é investigada por participação em outro caso explosivo. Eles são suspeitos de terem recebido propina para comprar votos na eleição do Rio de Janeiro para sede de 2016.

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Após as denúncias a respeito de seu indiciamento, feitas pelo jornal “Le Monde”, Takeda convocou uma coletiva em Tóquio. Obviamente negou todas as acusações, mas pediu desculpas ao povo japonês por todo o “inconveniente”.

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Mas a prova de que ele sentiu o golpe veio um comunicado do COI.

No meio deste furacão, o chefe do comitê Tóquio-2020 coincidentemente “desistiu” de participar de um encontro oficial em Lausanne (SUI), sede da entidade. “O COI informa que o senhor Tsunekazu Takeda não irá comparecer à reunião da comissão de marketing por motivos pessoais”, disse o COI.

Embora não tenha feito nenhuma manifestação oficial sobre as acusações, o COI, através de sua comissão de ética, deverá começar a discutir o caso a partir desta semana.

Tsunekazu Takeda, de 71 anos, foi atleta olímpico do hipismo (Munique-1972 e Montreal-1976), pertence à família imperial do Japão e preside o comitê olímpico do Japão desde 2001.

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