Chance de medalha para o Brasil na ginástica feminina é bem real



Não se assuste se a ginástica artística feminina do Brasil sair com uma ou mais medalhas do Mundial de Doha. Isso está longe de ser uma previsão exageradamente otimista. Neste domingo (28), quando a seleção brasileira avançou para a final por equipes, essa possibilidade ficou bem evidente.

A seleção brasileira feminina se classificou para a final com a quinta melhor nota (Crédito: Ricardo Bufolin/CBG)

Primeiro, pelo fato de quebrar um jejum de 11 anos. Desde o Mundial de 2007, realizado em Suttgart (ALE), que o Brasil não colocava seu time feminino na final por equipes. Depois,pelo fato de ter ficado na quinta colocação, à frente de países tradicionalmente mais fortes, como Japão, Alemanha e Grã-Bretanha.

Ou seja, o Brasil tem quatro equipes melhores do que ele nesta final – uma delas os Estados Unidos da incrível Simone Biles -, mas teve uma atuação com margem para melhorar. Um dos aparelhos em que a equipe é mais forte, a trave, a performance brasileira foi muito ruim. Dá tempo para melhorar até terça-feira, dia 30, data da final.

Três finais individuais

Para melhorar, a equipe conseguiu vaga em três finais individuais no Mundial. Duas com Flavia Saraiva (individual geral e solo) e Jade Barbosa (individual geral).

Sem falar no fato de que Rebeca Andrade por muito pouco não beliscou uma vaga na final nas paralelas assimétricas, tendo terminado na 10ª colocação.

Flavia Saraiva chegará às suas finais como 9ª melhor nota no individual geral e a quinta melhor no solo. Não é pouca coisa.

A ginástica feminina do Brasil já atingiu seu primeiro objetivo também em Doha. Ou seja, ficar entre os 24 melhores do torneio e assim ter o direito de ir com equipe completa no Mundial de 2019. Lá serão distribuídas a maior parte das vagas para a Olimpíada de Tóquio-2020.

Agora, chegará tanto na final por equipes como nas individuais carregando uma esperança real de conseguir um resultado  que poderá ser histórico para a ginástica brasileira.



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