César Cielo erra por falar demais



Comentei há alguns dias na redação do Diário que achava exagerada a exposição na mídia do nadador César Cielo, campeão olímpico em Pequim nos 50m livre. Tudo bem que é natural a pessoa querer aproveitar um bom momento para aparecer e divulgar o feito, especialmente em uma modalidade que está longe de ser popular no Brasil como a natação.

O problema é que Cielo está se expondo demais. Num dia, faz carreata, dá duas coletivas; noutro, pontapé inicial em um jogo do Brasileirão em sua cidade (Santa Bárbara D’Oeste).; depois, faz desfile de moda, vai ao programa do Serginho Groismann, é convidado no camarote da Globo na chatíssima Stock Car e por aí vai…

Só que na terça-feira, quando deu o ar da graça no Corinthians, onde está sendo disputado o Troféu José Finkel, a eloqüência de Cielo me causou admiração. O nadador paulista descascou o abacaxi ao falar que sua conquista não pode ser associada à Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), por conta da falta de apoio.

Cielo lembrou que a entidade retirou seu patrocínio dos Correios quando ele decidiu treinar nos EUA, torceu o nariz quando ele decidiu levar seu treinador (australiano) para acompanha-lo em Pequim e que fez pressão para que o nadador abandonasse seus treinos só para comparecer a uma solenidade puxa-saco em Brasília com o Presidente Lula.

“Até que enfim apareceu alguém que tem peito de enfrentar estes dirigentes incompetentes”, pensei eu, inocentemente, ao ler a notícia na internet. Só que menos de 24 horas depois de criticar a CBDA, não é que César Cielo aparece e, com um sorriso amarelo, diz que exagerou nas palavras, que não tinha visto que o dinheiro do patrocinío dos Correios estava em sua conta, que nada como uma boa conversa blá, blá, blá blá….

Tudo isso só me faz chegar a uma conclusão de que César Cielo, com certeza, não conhece aquele velho ditado, que fala o seguinte: quem fala demais, dá bom dia a cavalo.



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