Cenas de um fim de ano olímpico brasileiro



Duas notícias chamam a atenção no noticiário olímpico do Brasil, a poucos dias do final de 2015. Confesso que nenhuma delas me causa surpresa, mas ambas são extremamente desanimadoras e acabam um pouco com minha fé em tempos melhores para o esporte nacional.

A primeira, publicada pelo Lance!, de autoria do repórter Jonas Moura, fala sobre a reclamação dos velejadores brasileiros Ricardo Winicki, o Bimba, e Patrícia Freitas, a respeito do equipamento que eles terão à disposição para a classe RS:X durante os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Na reportagem, os dois, que já estão classificados para as Olimpíadas, relatam problemas constantes com a qualidade das quilhas das embarcações, que são peças fundamentais para sustentação.

Os velejadores brasileiros acusam tanto a Isaf (Federação Internacional de Vela) quanto à fabricante Neilpryde pelo material de qualidade duvidosa. Segundo eles, as quilhas quebram com facilidade e apresentam defeitos que prejudicam o desempenho das pranchas.

>>> Veja também: Uma semana para o esporte brasileiro esquecer

A CBVela (Confederação Brasileira de Vela) disse que apoia o protesto dos atletas, mas lembra que isso só poderá ser solucionado pela Isaf e o fabricante, e que esse problema não afeta apenas os brasileiros, mas todos os competidores na classe. Tanto Bimba quanto Patrícia não mostram otimismo quanto a uma solução a tempo para os Jogos. Bimba, inclusive, lembra que também houve um problema semelhante com a qualidade do equipamento de competição nos Jogos de Londres 2012.

Ou seja, além da péssima qualidade da água na Baia de Guanabara durante os Jogos Olímpicos, alguns velejadores ainda terão que sofrer com o material disponível para eles pelos organizadores.

A outra notícia pouco animadora vem da coluna do jornalista Lauro Jardim, do Globo (nota assinada por Guilherme Amado), segundo a qual a CGU (Controladoria Geral da União) acabou de realizar uma auditoria nas contas da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), onde constatou irregularidades em suas contas, entre 2011 e 2014, que podem significar fraudes de R$ 1,04 milhão. Despesas sem comprovação, gastos de hospedagem e alimentação no Brasil e sobrepreço estariam entre as irregularidades apontadas pela CGU.

Não é a primeira vez que a gestão da CBB, que é comandada por Carlos Nunes, é alvo de denúncias na imprensa. Em novembro, por exemplo, o jornalista Lucio de Castro publicou no UOL que durante o período de patrocínio da estatal Eletrobras, a CBB usou parte dos recursos para bancar viagens e despesas no exterior de Clarice Mancuso Garbi, mulher de Carlos Nunes. Ao menos R$ 2,3 milhões são referentes a despesas recusadas nas prestações de contas da entidade, em um total de 63 notas glosadas. O caso está na Justiça e a CBB nega que tenha feito uso de verba pública para bancar despesas pessoais da mulher do presidente da entidade.

Calma, só faltam dois dias para 2015 terminar…



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