CBB lança candidatura do Brasil para o Mundial de 2014. Novo vexame à vista?



As jogadoras da Austrália fazem a festa pelo título do Mundial de 2006. Crédito: CBB

Eis que sou surpreendido em minha caixa de e-mail com um comunicado oficial da Fiba (Federação Internacional de Basquete), informando que o Brasil está entre os três países que lançaram a candidatura para ser a sede do Campeonato Mundial feminino adulto de 2014. Além dele, Austrália e Turquia também lançaram sua candidatura.

A definição da sede acontecerá durante um congresso do Comitê Central da Fiba, em 2011. Não faço a menor ideia sobre quem poderá levar a melhor nesta disputa. Os cartolas da Fiba não têm pelo basquete feminino o mesmo zelo que mostram pelo masculino. Durante muito tempo, o Mundial feminino era realizado às vésperas da Copa do Mundo de futebol – ou seja, repercussão zero!

Por isso, se escolhem com extremo cuidado as sedes dos Mundiais masculinos, claramente relaxam quando se trata do torneio das mulheres. Mas na base do puro palpite, acho que a Austrália sai na frente nesta corrida.

Além de ter sido a última campeã mundial, a Austrália conta com uma estrutura esportiva invejável, organizou os Jogos Olímpicos não faz tanto tempo assim (em 2000) e fez com sucesso o Mundial de 1994. Já a Turquia dificilmente será eleita, até pelo fato de organizar o próximo Mundial masculino, com início em 28 de agosto.

E o Brasil nesta história? Bom, a não ser que usem o mesmo looby utilizado para o Brasil ganhar a sede das Olimpíadas de 2016, acho quase impossível que o pleito da CBB tenha sucesso. Ainda devem estar vivas na mente dos dirigentes da Fiba as imagens do vexame protagonizado por Grego e sua turma, à época no comando da entidade brasileira.

Como esquecer que o Maracanãzinho, em obras para o Pan no ano seguinte, não ficou pronto a tempo, e com isso o Rio ficou fora do torneio? Ou a transferência de uma das sedes para Barueri, que não recebeu os jogos do Brasil? As goteiras no Ibirapuera também são inesquecíveis, bem como a queda de uma jogadora russa na quadra, após ter levado um escorregão no piso molhado.

Também deve estar muito fresco na memória dos cartolas da Fiba os jogos do Brasil com um público ridículo, pois foram marcados em pleno horário comercial durante a semana, para atender as exigências da TV que transmitia os jogos. Sem falar que aos finais de semana, as brasileiras jogaram às 9h30 da manhã, também por causa da TV, e com o público chegando no meio da partida, por causa das enormes filas nas bilheterias para comprar um ingresso.

Só a título de curiosidade: o Brasil já organizou quatro vezes o Mundial feminino de basquete: 1957, 1971, 1983 e 2006.



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