Com medo do calor, Olimpíada de Tóquio aprova mudança de horário de provas



Os organizadores da Olimpíada de Tóquio acabaram mesmo se antecipando e tomaram medidas de proteção aos atletas por causa da esperada onda de calor na época dos Jogos.

O evento, marcado para ocorrer entre 24 de julho e 9 de agosto de 2020, irá acontecer na época do alto verão na capital japonesa.

Os organizadores de Tóquio-2020 tentarão amenizar os efeitos do calor durante os Jogos (Crédito: AFP)

Pelo que ocorreu neste ano, o calor será um enorme problema para atletas e público no período dos Jogos. Os termômetros passaram dos 40 graus durante vários dias. Pelo menos 96 pessoas morreram em decorrência da onda de calor em vários distritos de Tóquio.

Há estudos inclusive apontando que a Olimpíada de 2020 será a mais quente neste século.

O tema foi debatido durante a última visita de inspeção do COI, realizada na última semana. E além de discutir outras medidas para amenizar os efeitos do clima, os dirigentes optaram em propor a antecipação do horário de várias provas.

Programação na madrugada

Entre as provas que deverão mudar de horário, a maratona do atletismo é a que mais preocupa a organização.

Pelo horário original, tanto a prova feminina quanto a masculina estavam previstas para começar às 7 h da manhã. Mas o grupo de trabalho criado pelo COI propõe que ela comece entre 5h30 e 6 horas.

Há alguma controvérsia dentro do comitê organizador em relação a problemas básicos, como o funcionamento do transporte. Além disso, a proposta precisa ser aprovada ainda pela Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo).

Também deverão mudar seus  horários as sessões do rúgbi seven. Já de forma oficial, os eventos matutinos começarão às 9h e terminarão ao meio-dia. A sessão da tarde não começará antes das 16h30.

Houve mudanças também no ciclismo mountain bike. Tanto a prova feminina quanto a masculina tiveram seus horários antecipados das 14h para às 15h.

Foram definidas pelo menos 20 medidas preventivas para amenizar os efeitos do calor durante a Olimpíada de 2020, como áreas de pulverização de água para o público aumento na presença de atendimento médico ao ar livre. A maior preocupação, contudo, é que todas estas medias não impliquem em um estouro de orçamento.

Pela última versão apresentada, os Jogos Olímpicos de Tóquio custarão cerca de US$ 12,1 bilhões.

“Estamos trabalhando para manter esta versão do orçamento, mas algumas coisas que não existiam, como as medidas contra o calor, terão que ser acrescentadas”, explicou Yoshiro Muto, diretor-executivo do comitê Tóquio-2020.

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