Títulos na Austrália reforçam favoritismo de Soares e Melo para medalha inédita no tênis



O brasileiro Bruno Soares comemora, ao lado do britânico Jamie Murray, o inédito título de duplas no Aberto da Austrália. Crédito: AFP

O brasileiro Bruno Soares comemora, ao lado do britânico Jamie Murray, o seu primeiro título de duplas no Aberto da Austrália. Crédito: AFP

A imagem da foto acima, exibindo a alegria do brasileiro Bruno Soares ao comemorar a conquista de duplas do Aberto da Austrália, em parceria com o britânico Jamie Murray, neste sábado, certamente está sendo bastante festejada também lá na Avenida das Américas 22.631, na Barra da Tijuca (RJ), sede do COB (Comitê Olímpico do Brasil). Com quatro títulos de Grand Slam no currículo (neste domingo, faturou também o torneio de duplas mistas em Melbourne, ao lado da russa Elena Vesnina), Soares consolida a condição de real candidato a brigar por uma inédita medalha olímpica nos Jogos do Rio 2016, ao lado de Marcelo Melo.

Melo, atual número um do ranking mundial da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), festejou em 2015 um ano praticamente perfeito, quando também tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar um título de duplas masculina em Grand Slams, ao vencer Roland Garros ao lado do croata Ivan Dodig, derrotando na decisão aquela que é considerada a melhor dupla no tênis mundial, os irmãos americanos Bob e Mike Bryan.

Além disso, a parceria Melo/Soares exibe um retrospecto excelente na Copa Davis, única competição em que o tênis, esporte individual por essência, tem seus atletas representando suas respectivas nações. É aí que a força da dupla brasileira fica mais evidente. Os mineiros passaram a jogar juntos na Davis em 2010 e desde então foram 11 jogos, onde alcançaram o invejável retrospecto de nove vitórias e duas derrotas.

“Dá sim para sonhar com o ouro. Sonhamos com essa medalha desde Londres, em 2012. A gente sabe o nível de tênis que estamos jogando e sabe que joga bem junto e em casa. Com certeza vamos em busca do ouro”

As palavras de Soares, lembrando a frustração pela derrota nas quartas de final para os franceses Michal Llodra e Jo-Wilfried Tsonga nas últimas Olimpíadas, deixam claro que o foco é total para a campanha olímpica. E para quem gosta de estatísticas, é bom lembrar que a última prévia da empresa holandesa Infostrada, especializada em estatísticas esportivas, apontava que a dupla brasileira deve terminar com a medalha de prata na Rio 2016.

Bela fase pela qual passa o tênis brasileiro.



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