Brasil Olímpico (17)



Da Folha de S. Paulo – edição de 21 de janeiro de 2011
São Caetano demite 720 atletas sem aviso

Prefeitura atribui o fim do incentivo a 24 modalidades a um corte de R$ 1 milhão no orçamento

DE SÃO PAULO

A Prefeitura de São Caetano do Sul (SP) decidiu repaginar seu modelo esportivo e dispensou 720 dos 986 atletas que defendiam a cidade.

“Em algum momento você teria que fazer isso por causa do custo-benefício”, afirmou Mauro Chekin, secretário de Esporte e Turismo. “O esporte está ficando inviável.”
A cidade foi campeã de 13 das 14 últimas edições dos Jogos Abertos do Interior e investia em 28 modalidades.

Com a decisão, sobreviveram quatro modalidades, que contam com patrocínios próprios. Mas a intenção da prefeitura é recontratar parte dos dispensados após estudo de viabilidade dos esportes.

A previsão inicial era ter um documento em um prazo de 30 a 45 dias, mas, após a repercussão da medida, a prefeitura quer fechar o estudo em no máximo um mês.
Chekin disse que preferiu dispensar e recontratar os atletas para permitir que quem não estiver nos planos da cidade tenha oportunidade de procurar outra equipe.
Questionado se não seria ideal já ter feito o estudo no final de 2010 para dispensar somente o necessário agora, Chekin reconheceu que não houve esse planejamento.

“Infelizmente não somos americanos ou orientais para ter essa visão macro lá atrás e planejar com essa tendência”, disse ele. “Somos latinos. Então foi: “Vamos fazer? Legal, vamos fazer”. E uma hora tinha que fazer.”

Chekin afirmou que a mudança aconteceu por um corte de R$ 1 milhão no orçamento do esporte. Ele não quis declarar qual era o valor investido anteriormente.
Entre as equipes fechadas temporariamente estão as de judô e taekwondo, que têm medalhistas olímpicos.

O judoca Carlos Honorato, que defende a cidade há 14 anos e conquistou a prata em Sydney-2000, disse estar treinando no interior e que não poderia falar nada.
“Infelizmente, o judô entrou no arrastão”, disse o coordenador Mario Tsutsui.
Segundo ele, a equipe tinha orçamento mensal de R$ 35 mil mensais e, no auge, dispunha de R$ 60 mil. A cidade abrigou medalhistas olímpicos como Henrique Guimarães e Tiago Camilo.

Tsutsui disse ter esperança de que a equipe possa ser remontada, ainda que mais modesta. “Muitos atletas estão esperando pela recontratação após essa quarentena.”
O time adulto feminino de basquete, último colocado na Liga de Basquete Feminino, será extinto ao final da competição, em fevereiro.



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