Boa campanha na Suíça não pode iludir o Brasil no Mundial de handebol



Os números são claros: a Seleção Brasileira masculina de handebol mostrou um bom desempenho em sua participação na Yellow Cup, competição amistosa encerrada neste domingo na Suíça, última etapa de sua preparação para o Campeonato Mundial da França, que começa na próxima quarta-feira (11), em Paris.

O time brasileiro, praticamente o mesmo que participou dos Jogos Olímpicos Rio-2016, terminou a competição em segundo lugar, com duas vitórias (sobre Romênia e Eslováquia), perdendo somente para a Suíça, em jogo bastante disputado, por 27 a 25, depois de empate em 14 gols na etapa inicial.

Em todos os jogos, mostrou um desempenho consistente e mostrando um bom poder de recuperação, especialmente na estreia, diante dos romenos, quando chegou a ficar várias vezes atrás no marcador.

Isso significa que o Brasil está pronto para conseguir uma excelente participação no Mundial a partir da próxima quarta-feira? De forma alguma.

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Para início de conversa, é bom contextualizar os resultados obtidos pela Seleção. Além de ser um torneio amistoso, sem a mesma intensidade de uma competição oficial. Outro ponto importante: das quatro seleções participantes da Yellow Cup, somente o Brasil estará no Mundial, embora as três equipes europeias tenham uma classificação melhor no ranking da IHF (Federação Internacional de Handebol).

Talvez o efeito mais positivo para o time brasileiro, que volta a ser comandado por Washington Nunes neste início de ciclo olímpico para os Jogos de Tóquio-2020 seja dar confiança para o grupo. E o time precisará mesmo mostrar uma postura confiante para a estreia no Mundial. A França, além de dona da casa e uma das potências da modalidade, é a atual vice-campeã olímpica.

“Saímos da Suíça com um sentimento muito positivo de tudo o que conseguimos construir para entrar no Mundial preparados”, disse Nunes ao site da CBHb (Confederação Brasileira de Handebol). Na partida conta os suíços, os destaques individuais brasileiros foram os armadores Lângaro e Guilherme Toledo, com cinco gols cada um.

É possível sim ficar otimista para uma boa campanha brasileira no Mundial masculino de handebol da França, mas com moderação.



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