Em ‘grupo da morte’, Brasil sonha com campanha inédita no Mundial de handebol



Seleção brasileira masculina de handebol

Seleção brasileira masculina de handebol, que estreia sexta-feira no Mundial da Alemanha e Dinamarca (Crédito: Divulgação)

Primeiro dos grandes eventos de 2019, o Mundial masculino de handebol começa nesta quinta-feira (10) na Alemanha e Dinamarca. A seleção brasileira, que estreia na sexta (11), contra a França, em Berlim (ALE), terá vida dura no torneio.

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Os brasileiros deram azar no sorteio e acabou caindo em uma espécie de “grupo da morte”. Além de pegar de cara a França, seis vezes campeã mundial de handebol, fará sua segunda partida contra uma das anfitriãs, a Alemanha, no sábado (12). Depois, não terá vida fácil contra Sérvia (14) e Rússia (15). O único jogo mais “tranquilo” será contra a seleção unificada da Coreia (17).

Como o Mundial terá um novo regulamento este ano, no qual apenas os três melhores de cada grupo avançam para a segunda fase, dá para ter uma ideia do tamanho da encrenca que o Brasil terá pela frente.

Mesmo assim, os brasileiros acreditam que a seleção tem chance sim de avançar na competição e alcançar sua melhor campanha na história dos Mundiais.

Até hoje, o melhor resultado do Brasil foi o 13º lugar alcançado em 2013, na Espanha.

O blog ouviu o técnico Washington Nunes e o capitão Thiagus Petrus a respeito da expectativa deles sobre a participação da seleção no Mundial de handebol.

Washington Nunes: “temos condições de chegar à segunda fase”

Blog Laguna OlímpicoEm sua opinião, até onde o Brasil poderá chegar neste Mundial? E qual o objetivo que você traça para a equipe no torneio?

Washington Nunes – Nosso objetivo é conquistar nossa melhor colocação da história. O grupo é bastante qualificado, com jogadores experientes, que atuam na Europa, e acreditamos que temos condição de fazer um campeonato muito bom. O sistema de disputa do Mundial mudou, não é mais com quatro equipes avançando para as oitavas de final. Agora os três melhores é que passam e carregam os resultados para a segunda fase. Será uma tarefa bem dura, mas acredito que poderemos avançar para a segunda fase.

Quais as principais diferenças entre a atual equipe e a que disputou o Mundial em 2017?

A principal diferença foi a entrada de alguns jogadores jovens, enquanto que outros atletas que consideramos importantes ficaram fora por causa de lesões. Como tentaremos a vaga olímpica no Pan-Americano de Lima, deixamos estes atletas de fora, dando prioridade para a recuperação física deles.

Qual seria o jogo-chave para o Brasil nesta primeira fase?

Neste formato de disputa, não existe um jogo-chave. No nosso caso, serão três. Precisamos vencer a Rússia, Sérvia e Coreia. São três times de patamar alto, mas contra os quais conseguimos jogar de maneira equilibrada. Claro que tudo depende dos resultados ao longo desta fase. Mas temos como objetivo vencer estas três partidas.

Thiagus Petrus: “enfrentar equipes tão fortes assim é um privilégio”

Blog Laguna Olímpico – Estrear contra a França, atual campeã mundial, é uma “roubada” ou pode servir de fator de motivação para a equipe?

Thiagus Petrus – De forma alguma pode se considerar uma “roubada”. Eu vejo sim uma grande oportunidade. Se você quer ser o melhor, tem que pegar os melhores do mundo. Só assim poderá aprender e no futuro, derrotá-los. Estou aguardando esse jogo com muita ansiedade. Jogar contra os atuais campeões do mundo é um luxo, todo mundo sonha em fazer um jogo assim. O único problema é que jogaremos às 20h30 (15h30, horário de Brasília) e menos de 24 horas depois, teremos uma outra pedreira, a Alemanha, que é dona da casa e jogará com casa cheia.

Acredita que o grupo no qual o Brasil caiu pode complicar as chances para avançar à próxima fase?

Trata-se do grupo mais difícil do Mundial, por ter quatro seleções da Europa. A mudança do sistema de disputa, com apenas três seleções avançando para a segunda fase, também aumenta a dificuldade. Ainda assim, estou com muita esperança de que teremos condições de estar entre os três primeiros da chave. Basta para isso impormos o nosso ritmo de jogo.

O handebol do Brasil viveu um ano complicado em 2018, com saída do presidente da confederação (Manoel Luiz de Oliveira) e fuga de patrocinadores. Os atletas chegaram a liderar um movimento pedindo mudanças. Como você avalia que está o handebol brasileiro neste momento?

Acho que no ano passado chegamos ao fundo do poço. Pior do que foi, acho difícil. Nosso movimento deu voz e notoriedade. Conseguimos algumas mudanças positivas e o novo presidente (Ricardo Souza) escuta nossas sugestões, tem mostrado que quer melhorar a modalidade. O importante é que esse movimento liderado pelos atletas esteve sempre preocupado em apontar soluções, não somente criticar o que está errado.

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