Correria japonesa? Brasil já pensa nas oitavas do Mundial de handebol



Existe  uma expressão conhecida nas redações de esporte, que é sempre utilizada nas reportagens toda vez que uma equipe brasileira tem pela frente como adversário um rival do Japão. “A Seleção Brasileira tem um nível técnico superior, mas sofreu com a velocidade japonesa…”

Não importa se é uma partida de basquete, vôlei ou futebol, a velocidade nipônica sempre é lembrada. Mesmo que o time tenha outras qualidades, parece que sempre teremos que superar um esquadrão de japoneses equipados com um motor turbo nas costas. De fato, os times japoneses, independentemente do esporte, têm na velocidade uma arma bastante utilizada e que muitas vezes complica a vida do oponente.

Em sua terceira partida pelo Mundial masculino de handebol, o Brasil teve pela frente a seleção do Japão, E para manter a tradição, chegou a complicar a vida da Seleção graças a um jogo muito veloz, especialmente nos contra-ataques, tanto que comandou o placar em alguns momentos. Mas bastou o time brasileiro posicionar melhor sua defesa e cadenciar mais o ritmo para tomar conta da partida.

No final, a vitória por 27 a 24, em Nantes, nem de perto teve a Seleção Brasileira mostrando a mesma qualidade mostrada contra a Polônia, no sábado. Mas teve como principal mérito praticamente encaminhar a classificação do Brasil para as oitavas de final da competição. A vaga pode inclusive ser assegurada com a equipe longe de quadra. Para isso, basta a Rússia derrotar a Polônia, nesta segunda-feira (16), que a Seleção estará classificada.

Pode-se dizer que a Seleção cumpriu parte de sua obrigação na França. Depois do ótimo papel mostrado na Rio-2016, seria frustrante se o Brasil não conseguisse ao menos chegar às oitavas de final neste Mundial, mesmo sem ter mais a presença do ótimo técnico espanhol Jordi Ribera.

Os dois últimos jogos nesta fase  de grupos, contra Noruega (dia 17) e Rússia (19) servirão para o Brasil acertar o ritmo para os mata-matas e, quem sabe, num resultado surpreendente, beliscar uma nova vitória que seria importante demais para a definição de um adversário mais tranquilo na próxima fase.

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