Brasil ganha a Copa América de basquete. Hora de festejar e de refletir também



No esporte, sempre é bom ganhar. Quando se trata de uma decisão, então, trata-se de uma verdade ainda mais incontestável. E se falamos do basquete brasileiro, pode multiplicar por cinco tudo que escrevi nestas linhas.

Por isso, foi mais do que justa a comemoração da seleção brasileira após a dramática final da Copa América masculina, em San Juan, quando derrotou Porto Rico por 61 a 60, após um começo arrasador e um final dramático, com direito a um erro do craque porto-riquenho Carlos Arroyo num arremesso da linha de três pontos no segundo final, que teria dado a vitória aos donos da casa.

Para uma seleção que não ganha nada de importante há um bom tempo (sim, ganhar Jogos Pan-Americanos não entra nesta conta, viu CBB?), este título obtido em Porto Rico tem um sabor especial. Ainda mais pelas circunstâncias (contra os donos da casa e no último seguindo). A obrigação, que era a vaga para o Mundial da Turquia, de 2010, já havia sido assegurada dias atrás.

O que ninguém pode é se iludir com este resultado. A equipe armada pelo espanhol Moncho Monsalve (será que vai continuar?) melhorou muito em relação ao que vimos em anos anteriores, mas ainda tem vários problemas, especialmente defensivos.

Além disso, o nível dos adversários esteve longe de ser alto. A Argentina, que normalmente costuma atropelar o Brasil em competições continentais, mandou um time de terceiro escalão, sem os craques da NBA, onde o único destaque era o pivô Luis Scola, eleito o melhor jogador da Copa América. Sem contar que os EUA, já classificados para o Mundial, não disputaram o torneio.

Em resumo, o Brasil tem mais é que comemorar esta conquista. Mas com moderação.



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