Aiba prepara guerra contra o COI. Quem tem a ganhar com isso?



O brasileiro Robson Conceição (azul), na semifinal diante de Lázaro Álvarez (CUB), na semifinal dos 60 kg do boxe da Olimpíada Rio-2016 (Crédito: Saulo Cruz/Exemplus/COB)

Segue um enorme mistério o destino do boxe para a Olimpíada de Tóquio-2020. A modalidade segue aguardando uma definição do COI (Comitê Olímpico Internacional) a respeito de qual entidade organizará o próximo torneio olímpico.

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O afastamento do antigo presidente da Aiba (Associação Internacional de Boxe), o uzbeque Gafur Rakhimov, não deu ao COI a certeza de que as coisas estão em ordem na entidade.

Uma decisão final será tomada pelo Comitê Olímpico Internacional no dia 22 de maio. O Conselho Executivo irá se reunir em Lausanne (SUI) para analisar o relatório do grupo que analisa o caso Aiba. E de acordo com o site “Inside the Game”, existe uma chance considerável para que o COI não reconheça a entidade com autoridade para organizar o torneio olímpico em 2020.

Se isso ocorrer, ainda de acordo com o Inside the Game, a Aiba poderá até processar o COI. Uma carta do presidente interino, o egípcio Mohamed Moutahsane, fala em pedir uma votação para abrir uma queixa no Conselho de Ética do COI contra alguns membros da entidade. O próprio Moutahsane, porém, teria enviado um e-mail pedindo para que os dirigentes “desconsiderassem o conteúdo da carta”.

Não há certeza de que ele terá seu pedido atendido. Nem de que era isso o que ele de fato queria.

Tudo o que o boxe olímpico não precisava neste momento era de uma crise política desta natureza.

Por causa de inúmeros problemas de gestão, a Aiba já vinha enfrentando críticas severas e sanções financeiras do COI. Na Olimpíada Rio-2016, ocorreram denúncias de manipulação de resultados de lutas por parte de árbitros e jurados.

Nada foi pior, contudo, do que a eleição de Gafur Rakhimov para o comando do boxe olímpico mundial. O uzbeque é investigado pelo Departamento de Tesouro dos Estados Unidos. Há um relatório apontando o cartola como líder de uma organização criminosa chamada “Os Ladrões”, no continente asiático. O grupo teria envolvimento  com extorsão, lavagem de dinheiro, roubo e suborno.

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Essa indefinição sobre quem irá organizar o boxe nos Jogos de 2020 tem efeito direto na parte mais fraca em toda essa disputa: os atletas. Até agora, não foram definidos os critérios de qualificação oficiais para Tóquio, a pouco mais de um ano para os Jogos.

Sempre que a política entre no esporte, o resultado final não é bom. E pelo visto, o boxe olímpico corre sério risco de fazer parte desta estatística.



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