Bola dentro do atletismo brasileiro



Está certo que o ano mal começou, mas a melhor notícia até agora no esporte olímpico brasileiro veio da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que anunciou na última terça-feira (5) uma mudança significativa em seu estatuto: a partir de agora, a entidade permitirá a participação de atletas e técnicos nas Assembleias Gerais. Ou seja, trata-se da primeira confederação nacional a dar direito a voto para quem realmente faz o esporte existir.

Por enquanto, ainda não se trata de uma abertura geral, é bom que se diga. Poderão participar das decisões da CBAt os 11 medalhistas olímpicos vivos e quatro treinadores destes atletas.

 Os atletas com direito a voto são os seguintes: André Domingos, Arnaldo de Oliveira, Claudinei Quirino, Cláudio Roberto Souza, Edson Luciano Ribeiro, Joaquim Cruz, Maurren Maggi, Nelson Prudêncio, Robson Caetano, Vanderlei Cordeiro de Lima e Vicente Lenílson. Também terão presença assegurada nas Assembleias Gerais da CBAt os treinadores Carlos Alberto Cavalheiro, Luiz Alberto de Oliveira, Nélio Moura e Ricardo D’Angelo.

Particularmente, senti que a única falha na lista da CBAt foi a ausência do nome do técnico Pedro Henrique de Toledo, o Pedrão, que foi o treinador de João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, na conquista de suas duas medalhas de bronze (Montral-76 e Moscou-80). Entendo que por sua história no atletismo, a presença de Pedrão seria obrigatória.

Mas a iniciativa da CBAt é digna de todos os elogios.Não sei se todos os atletas acima citados têm a consciência do poder que lhes foi concedido. Dentro da estrutura ditatorial existente no esporte brasileiro (e que ninguém cite a comissão de atletas do COB como exemplo de democracia, porque aquilo lá é uma piada), o passo dado à frente pelo atletismo do Brasil foi gigantesco.

 



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