Basquete não terá vida fácil



Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 18 de dezembro do Diário de S. Paulo

Nem o torcedor mais otimista poderá dizer que a seleção brasileira masculina de basquete se deu bem no sorteio dos grupos para o Campeonato Mundial da Turquia. Afinal, jamais será uma moleza cair na mesma chave dos Estados Unidos, que terão em quadra simplesmente os profissionais da NBA. Mas, acredite, não há nenhuma razão para jogar a toalha. Se ganhar dos fortes americanos será uma missão impossível, em relação aos demais integrantes do grupo a história é um pouco diferente.

A própria Croácia que ao lado da Sérvia honra as tradições basqueteiras da antiga Iugoslávia não chega a ser um bicho-papão. Em 2008, o Brasil derrotou os croatas no Torneio de Acrópolis, na preparação para o Pré-Olímpico Mundial. No último Europeu, a Croácia ficou em sexto lugar.

Segunda força europeia do grupo, a Eslovênia (quarta colocada no torneio continental) tem também o DNA do basquete iugoslavo nas veias. Mas não possuí a mesma tradição como país independente, tanto que ocupa o 20º lugar no ranking da Fiba. Porém, se este ranking for tão fajuto quanto o da Fifa no futebol, a seleção brasileira terá problemas diante deles.

Já contra Irã e Tunísia, não há motivo para que os jogadores da seleção percam 15 minutos de sono. Adversário de estreia do Brasil, o Irã não assusta nem sendo o atual campeão asiático. E a Tunísia, terceira no Campeonato Africano, só estará no Mundial porque são 24 vagas. Como diz um amigo meu, este grupo do Brasil tá ruim, mas tá bom.

Foto: A seleção brasileira comemora a conquista da Copa América Pré-Mundial, em Porto Rico
Crédito: Fiba

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo



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