Atletismo brasileiro continua apanhando do doping



Maria Zeferina Baldaia: doping por ignorância
Já está se tornando lugar-comum neste blog relatar casos de doping no atletismo brasileiro. São tantos e tão frequentes que está quase se tornando uma seção fixa da casa, infelizmente. E esta semana que passou trouxe à tona mais um caso positivo. Desta vez, com uma atleta conhecida, Maria Zeferina Baldaia, campeã da Corrida Internacional de São Silvestre de 2001 e que também já venceu a Maratona de São Paulo. A atleta está suspensa preventivamente e pode pegar dois anos de suspensão.
O que mais revolta no caso do doping de Maria Zeferina é que ele aconteceu pela mais pura e irritante negligência – pra não falar burrice – da atleta. Com dores no joelho recém-operado, ela decidiu por conta própria tomar um antiinflamatório que sua mãe estava usando, por conta de uma cirurgia de glaucoma. Só que a atleta não sabia que o medicamento continha a substância proibida acetazolamida. Ao disputar uma etapa do circuito de corridas de rua em Brasília, no final de novembro, fez o exame, que deu positivo.
Já que não consegue vencer ou pelo menos igualar a briga contra o doping, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) deveria se preocupar com ações educativas intensas em seus atletas, para evitar que novos dopings por ignorância voltem a ocorrer. Ou todo mundo já se esqueceu do caso de Maurren Maggi, vítima de sua vaidade e desconhecimento, responsáveis por tirar três anos de sua carreira.


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