As aposentadorias precoces no esporte olímpico



Na semana passada, o mundo do atletismo tomou um susto enorme, com a notícia da aposentadoria precoce do casal mais famoso da modalidade, o americano Ashton Eaton e a canadense Brianne Theisen-Eaton. Ambos com apenas 28 anos, eles foram nos últimos anos protagonistas nas provas mais duras do atletismo. Ashton é o atual bicampeão olímpico (2012/2016) no decatlo, além de cinco vezes campeão do mundo. Já Brianne, que ficou com o bronze na Rio-2016 no heptatlo, teve um ouro e duas pratas em Mundiais.

A decisão surpreendeu os fãs, afinal os dois resolveram parar no auge de suas carreiras, especialmente Ashton Eaton, apelidado de “Super-Homem” nos Estados Unidos. Os dois admitiram que já não tinham mais motivação depois de tudo o que conquistaram no atletismo.

A precoce saída de cena do “casal do atletismo” não é inédita entre as estrelas do esporte olímpico. No último dia 28 de dezembro, outra estrela do esporte também se aposentou mais rápido do que o esperado: a tenista servia Ana Ivanovic, aos 29 anos, por causa de seguidas lesões. Pelos mais variados motivos, muitos atletas optaram por uma aposentadoria precoce. Confira alguns casos abaixo:

Daiane dos Santos

Primeira grande estrela da ginástica artística feminina do Brasil, Daiane era a principal esperança do país na Olimpíada de Atenas-2004, mas um erro na final do solo a fez terminar em quinto lugar. Devido a várias lesões no joelho, nunca conseguiu repetir a mesma performance e acabou deixando a ginástica aos 29 anos, após participar dos Jogos de Londres-2012.

Shawn Johnson

A ginasta americana encantou o mundo na Olimpíada de Pequim-2008, quando com 16 anos ganhou um ouro (trave) e três de prata (solo, individual geral e por equipes). As seguidas contusões também obrigaram Shawn Johnson a encerrar a carreira com apenas 20 anos, em 2012.

Anna Kournikova

A tenista russa não era destaque exatamente por ser uma jogadora brilhante. Fenômeno de mídia, extremamente bonita, Kournikova chamava mais atenção fora das quadras. Ainda assim, acabou pendurando a raquete em 2003, com somente 21 anos, por recorrentes dores nas costas.

Bjorn Borg

Um dos maiores jogadores da história do tênis, o sueco foi seis vezes campeão de Roland Garros, cinco vezes de Wimbledon e quatro vezes do US Open, além de ter sido número um do ranking mundial entre 1977 e 81. Aos 26 anos, em 1983, admitiu que não tinha mais motivação no tênis e decidiu largar tudo.

Ian Thorpe

Herói da Austrália na natação nos Jogos de Sydney 2000, onde faturou três medalhas de ouro (conquistaria outras duas em Atenas-2004), Ian Thorpe assombrou o mundo do esporte ao anunciar que estava se aposentando em 2006. Em 2011, tentou retornar, de olho numa vaga para a Olimpíada de Londres-2012, mas acabou fracassando, o que o levou a um quadro de depressão.

Mark Spitz

Até o surgimento de Michael Phelps, foi o maior ganhador de medalhas em uma única edição de Jogos Olímpicos. Tudo graças ao assombroso desempenho em Munique-1972, onde o americano Mark Spitz ganhou sete ouros nas sete provas que disputou. Nos Jogos anteriores (Cidade do México-1968), ele havia ficado frustrado ao “apenas” ganhar quatro medalhas (duas de ouro, uma de prata e uma de bronze). Aos 22 anos, após Munique, decidiu que nada havia mais a fazer e parou de competir.

Florent Manaudou

O mais recente jovem astro olímpico aposentado. Maior rival do brasileiro Cesar Cielo na prova dos 50 m livre, o francês Florent Manaudou decidiu interromper, aos 26 anos, sua carreira na natação. Ao menos temporariamente. Com um ouro e duas pratas em sua história olímpica (Londres-2012 e Rio-2016), além de quatro títulos mundiais, Manaudou anunciou em setembro do ano passado que começou a treinar em um clube francês de handebol.

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