Anos perdidos



E o Lula caiu. Duvido que alguém achasse que este não seria o desfecho após mais uma vergonhosa participação do basquete brasileiro. Na verdade, estamos nos acostumando com os fracassos, isso é o mais preocupante. Como preocupante foi ter visto, na chegada da delegação brasileira na semana passada, que Lula Ferreira não estava disposto a entregar o cargo.

Mas como assim? O sujeito via sua equipe se dividir em grupinhos, mudar dentro de quadra as jogadas preparadas e ainda tinha de engolir um Nezinho (?!?!?!) se recusar a entrar em quadra? E depois de tudo isso ainda pensava na possibilidade de continuar? É demais para a minha cabeça.

Justiça seja feita, Lula não foi o único culpado. Em clubes, fez um ótimo trabalho no Ribeirão/COC, embora tivesse a vantagem de ter o melhor elenco à disposição. Já na seleção, sempre fracassou, desde que assumiu o cargo, em 2003. Pior do que ele, porém, é quem o deixou tanto tempo lá. E que ninguém se iluda: ou o presidente Gerasime Boziks, o Grego, realiza profundas mudanças na estrutura do basquete, ou esta será uma modalidade a caminho do ostracismo no Brasil.


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