Alguns pitacos sobre o lançamento do NBB (Novo Basquete Brasil), primeiro campeonato da Liga Nacional de Basquete



1) Há muito tempo este blogueiro não encontrava tantas pessoas envolvidas com o basquete brasileiro tão otimistas em relação a um movimento de união como este que foi a criação da Liga Nacional de Basquete (LNB) – e conseqüentemente o NBB-09. Talvez a última vez tenha sido justamente no primeiro torneio dissidente, criado há três anos pelo grupo comandado por Oscar Schmidt e que culminou na fracassada tentativa da Nossa Liga de Basquete (NLB);

2) É inegável que a presença da Rede Globo como uma das parceiras da LNB tenha sido fundamental para que clubes e a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) chegassem a um acordo. Da mesma forma, não dá para discordar que se tivesse o apoio da rede de televisão mais importante do país, a empreitada de Oscar e a NLB teria tido maior chance de sucesso;

3) Aliás, a presença da Globo no evento desta segunda-feira deve ter deixado alguns dirigentes do vôlei com uma pulga atrás da orelha. Se na Superliga a emissora foi a principal responsável pela fórmula de disputa bizarra, repleta de finais ao longo da competição e decisão num único jogo, no NBB-09 não criou obstáculos em relação à realização do sistema tradicional: turno e returno, com os oito primeiros classificando-se aos playoffs, todos em melhor de cinco jogos;

4) E que ninguém estranhe se a emissora colocar o basquete de volta à TV aberta após muitos anos. Ainda não está fechada a forma com que a Globo irá usar os eu apoio à Liga Nacional, mas uma das opções seria a transmissão de uma ou mais partidas,. O que se sabe é que haverá um Resumo da Semana, no Esporte Espetacular;

5) Embora tenha dado o aval para os clubes organizarem o campeonato, era inegável o desconforto de Gerasime Grego Boziks, presidente da CBB no evento. Ver a principal competição de clubes escapar de seu controle talvez tenha sido a derrota mais dura sofrida por ele ao longo de seus 11 anos de gestão;

6) “A CBB não tinha alternativa. Tinha que aceitar esta liga de qualquer jeito”. Frase de um importante basqueteiro, presente na cerimônia desta segunda-feira.



  • Manoel Paulo

    Agora nos resta torcer, pois isso pode ser a luz no fim do túnel para o basquete nacional.

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