O ‘acordo de paz’ que pode reerguer Thiago Braz para Tóquio-2020



Passou meio batido nesta semana uma importante notícia para o atletismo brasileiro. Após mais de três anos rompidos, o saltador Thiago Braz e o técnico Elson Miranda voltarão a trabalhar juntos.

Descoberto para o salto com vara pelo treinador da extinta equipe BM&F, Thiago Braz treinava no grupo formado por Miranda e que tinha como estrela Fabiana Murer.

Campeão olímpico em 2016, Thiago Braz voltará ao Braisl e treinará com Elson Miranda (Crédito: Wagner Carmo/CBAt)

Não demorou muito e os resultados começaram a aparecer. Primeiro, prata nos Jogos da Juventude de 2010, em Cingapura, dois anos depois Braz foi campeão mundial juvenil.

Neste meio tempo, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) resolveu contratar como consultor Vitaly Petrov, o ucraniano que treinou duas lendas do salto com vara mundial: a russa Elena Isinbayeva e o ucraniano Serguei Bubka. Petrov teria como função aprimorar os treinos de Fabiana Murer.

Mas além de orientar Fabiana, Petrov também observava os outros atletas que treinavam com Elson Miranda. E não teve como não perceber o enorme talento de Thiago Braz.

Quando chega a temporada de 2015, a história torna-se nebulosa, com várias versões e um fato consumado. Naquele ano, Braz deixa de treinar sob as ordens de Miranda, larga a BM&F e se muda para a Itália, na cidade de Fórmia, onde Petrov tem seu centro de treinamento.

A própria CBAt precisou colocar panos quentes, para não evitar barracos desnecessários e não prejudicar justamente os atletas, Fabiana Murer e Thiago Braz.

A conquista da sensacional medalha de ouro na Rio-2016 colocou em segundo plano as rusgas entre Miranda, Petrov e Braz. Mas quem acompanhava as competições poderia perceber que o treinador brasileiro e o saltador mal se olhavam.

O problema é que a carreira de Thiago Braz encontra-se diante de um enorme ponto de interrogação. Após um 2017 apagado, o campeão olímpico abriu mão de disputar o Mundial de Londres, por causa de uma lesão.

Plano ousado

Os fracos resultados também tiveram como explicação um ousado plano de Petrov. Ele propôs à CBAt que mudaria radicalmente o treinamento de Thiago Braz para que ele conquistasse o ouro na Olimpíada de Tóquio, em 2020, com um recorde mundial (vale recordar que ele bateu o recorde olímpico em 2016, com 6,03 m).

Só que a temporada 2018 acabou e novamente o brasileiro colecionou resultados decepcionantes.

O retorno ao Brasil e a retomada da parceria com Elson Miranda, sem deixar a supervisão de Vitaly Petrov, pode sim reerguer a a carreira de Thiago Braz. Ainda bem, pois o relógio para a Olimpíada de Tóquio-2020 está correndo muito rápido.

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