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Abertura da Olimpíada de PyeongChang foi uma vitória do esporte



Delegações das Coreias do Norte e Sul desfilam juntas na cerimônia de abertura dos Jogos de PyeongChang (Crédito: COI)

Vamos ser sinceros: a festa de abertura desta sexta-feira da Olimpíada de PyeongChang-2018 nem de longe foi arrebatadora como a da Rio-2016. O espetáculo que foi feito no Maracanã naquele 5 de agosto foi de uma beleza e emoção inesquecíveis. Além disso, enquanto nos Jogos de Verão são mais de 200 delegações desfilando, na Coreia do Sul foram 92 nações, muitas delas com menos de cinco pessoas entrando no estádio.

E convenhamos, debaixo de um frio de -3°C (sensação de -10°C, segundo alguns relatos), é quase impossível qualquer termo de comparação com a festa realizada há quase dois anos.

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Mas uma coisa que ninguém pode negar é a importância simbólica que a cerimônia no Estádio Olímpico de PyeongChang teve. A cena da delegação unificada da Coreia encerrando a parada das nações, com integrantes do Norte e do Sul lado a lado, mostrou que a força do esporte é capaz até de superar diferenças políticas históricas.

Por alguns momentos, aquela Coreia unificada deixou de lado mágoas de mais de 60 anos em favor do esporte. São dois países que tecnicamente ainda estão em guerra. Claro que não se pode pecar pela ingenuidade e deixar de ver que o gesto foi milimetricamente estudado pelos políticos e cartolas do COI (Comitê Olímpico Internacional). Até meio óbvio dizer que todos os envolvidos sabiam o quanto o gesto teria de repercussão positiva em todo o mundo.

Ainda assim, a imagem das duas Coreias caminhando juntas já ficou marcada como uma das imagens desta Olimpíada. Bem como o momento em que duas atletas, uma do Norte e outra do Sul, levaram juntas a tocha com o fogo olímpico para que uma patinadora artística sul-coreana, Kim Yuna, pudesse acender a pira.

Começou bem a Olimpíada de PyeongChang-2018.

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Autor

Marcelo Laguna

É jornalista desde 1984, quando fez a cobertura dos Jogos Olímpicos de Los Angeles dos estúdios da Rádio Gazeta, em São Paulo. Desde então, participou da cobertura de todas as Olimpíadas, sendo quatro delas “in loco”: Atlanta 1996, Sydney 2000, Londres 2012 e Rio 2016. Cobriu também dois Jogos Pan-Americanos (1995 e 1999) e diversos Mundiais de basquete e outras competições de esportes olímpicos. Fez parte do grupo fundador do Lance!, onde trabalhou como editor entre 1997 e 2000 e entre 2015 e 2016. Trabalhou também na revista Placar, Gazeta Esportiva, Diário Popular, site SportsJá!, portal iG, Diário de São Paulo, Revista Veja e Folha de S. Paulo

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@MarceloLaguna