A redenção de Patrícia Amorim



Coluna Diário Esportivo, publicado na edição de 11 de dezembro do Diário de S. Paulo

Antes que alguém pense que está lendo a coluna “País do Futebol”, assinada pelo amigo Luiz Augusto Lima, um importante esclarecimento: Patrícia Amorim, eleita na última segunda-feira como presidente do Flamengo, tem estreita ligação com o mundo dos esportes olímpicos, foco principal deste “Diário Esportivo”. Pois saibam que Patrícia Amorim foi uma das mais importantes nadadoras do país, tendo sido a responsável pela volta da natação feminina brasileira às Olimpíadas, nos Jogos de Seul-1988, após uma ausência de 12 anos. Entre os anos de 83 e 89, superou 29 vezes o recorde sul-americano nas provas dos 200, 400, 800 e 1.500m livre. Foi ainda 28 vezes campeã brasileira nestas mesmas provas.

Se apenas com este currículo a eleição de Patrícia Amorim já seria um marco na história do Flamengo, a atuação recente dela como dirigente é de tirar o chapéu. Mesmo com o clube numa crise financeira insolúvel, Patrícia manteve o time masculino de basquete em atividade, a ponto de ter conquistado o título do NBB (Novo Basquete Brasil) deste ano.

Foi também graças a ela que a equipe de ginástica olímpica, formada pelos irmãos Diego e Danielle Hypólito, além de Jade Barbosa, não foi extinta. Patrícia amarrou uma parceria com a prefeitura de Niterói, fundamental para a manutenção da equipe. E o prêmio que ela ganhou foi a demissão de seu cargo de vice-presidente no Flamengo. Que a eleição de Patrícia Amorim inspire mais ídolos do esporte brasileiro a comandarem outros clubes.

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo



  • Gostei da eleição da Patrícia Amorim e, de minha parte, fiquei honrado por ter sido citado em tão nobre e relevante espaço! Abraço!

  • Luiz, nem tem o que agradecer, amigo!

    abração

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