A megalomania da candidatura do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016



No Globo deste sábado

Orçamento brasileiro é o maior do mundo

por Luiz Ernesto Magalhães

A estimativa oficial de gastos do Rio de Janeiro para promover os Jogos Olímpicos de 2016 é a maior entre as quatro cidades que disputam a fase final indicação pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O orçamento oficial, divulgado ontem, prevê gastos de R$ 29,5 bilhões (infraestrutura urbana, construção e reforma de instalações esportivas, custeio do Comitê Organizador) , quase oito vezes do que foi investido para os Jogos Pan-Americanos (R$ 3,8 bilhões).

O custo do projeto brasileiro que prevê inclusive reformas e ampliação de instalações usadas no Pan, fica próximo do orçamento que Londres, que será a próxima sede das Olimpíadas (2012), atualizou na semana passada. Os ingleses planejam gastar R$ 30,7 bilhões. Tóquio (Japão) estima precisar de quase R$ 17,5 bilhões para organizar os Jogos Olímpicos pela segunda vez. Chicago (EUA) propôs gastar R$ 10,8 bilhões, enquanto Madri (Espanha) aparece na lanterna projetando um investimento de R$ 6,5 bilhões. As obras terão de estar prontas até 2015 para os eventos-teste.

“Os orçamentos entre as cidades não podem ser comparados como uma corrida financeira. Cada cidade tem suas particularidades e suas necessidades. Tóquio, por exemplo, já realizou as Olimpíadas. Além disso, pelo menos 30% dos investimentos incluídos no orçamento são de obras que já estão em andamento e tiveram seus cronogramas ajustados aos prazos da candidatura olímpica”, afirmou o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.



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