A herança maldita de Grego



Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 26 de junho do Diário de S. Paulo

A notícia passou despercebida no noticiário esportivo do último final de semana. A seleção brasileira masculina sub-16 de basquete terminava no domingo, dia 21, sua participação na Copa América da categoria, realizada na cidade de Mendoza (Arg), em uma modesta quinta colocação. O fraco desempenho eliminou a equipe brasileira do próximo Mundial, em 2010, na Alemanha.

A princípio, o resultado significaria apenas mais um tropeço internacional do basquete brasileiro. Porém, esta derrota encobre um outro problema bem mais sério: o sucateamento das categorias de base daquela que já foi a segunda modalidade esportiva mais popular do país.

O fiasco dos garotos e meninas da seleção brasileira nos últimos anos seja talvez o pior legado do antigo presidente da Confederação Brasileira da Basquete (CBB), Gerasime Boziks, o Grego. Virou rotina nas equipes de base se acostumar com as derrotas. De 2000 para cá, tem sido um vexame atrás do outro. Nem as equipes femininas, que ainda vinham obtendo alguns belos resultados, como o vice-campeonato mundial sub-21 de 2003, vem conseguindo passar ilesas destes tropeços.

Duro é constatar que os 11 anos da era Grego à frente da CBB foram um grande desperdício no importante trabalho de descobrimento de talentos. Com raras exceções, pouco se pode aproveitar destas gerações derrotadas. Muitos destes jovens possuem sérios problemas de fundamento. Será difícil para o basquete brasileiro se livrar desta herança maldita.

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada todas às sexta-feiras no Diário de S. Paulo



  • o grego deveria assumir o basquete da grécia

  • Anônimo

    Se levarmos em conta que os resultados das categorias de base se refletirão no adulto amanhã, o basquete brasileiro em breve estará quebrando um novo tabu:

    Pela 1ª vez na história a seleção brasileira adulta masculina ficará de fora de um Campeonato Mundial.
    O Mundial da Espanha 2014.

    Mas p/ uma gestão (ou seria indigestão) que já conseguiu a “façanha” de não classificar o Brasil p/ as 3 últimas Olimpíadas, tudo é possível!

    Rodrigo Bacher

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