TODOS POR UM



Sem contar os méritos do Flamengo, que são vários e indiscutíveis, é preciso levar em conta a contribuição abnegada dos outros clubes para o sucesso rubro-negro. Ele pode dar mais duas ou três voltas olímpicas em menos de três meses. A colaboração dos coirmãos, todos em nível técnico inferior, vem desde o campo, como a irresponsável “matada” no peito do lateral esquerdo do Athletico, dando assistência a Gabigol, e a marcação do lateral direito em Bruno Henrique que atinge 38km/h: ele ficou à frente do atacante, enquanto um zagueiro dava condições junto à linha central. Se estivesse um passo adiante, BH estaria impedido. Mas, para que dificultar o Flamengo? Nem Dorival Jr. alertou, nem qualquer atleta da defesa. Proporcionaram o terceiro gol gratuitamente.

Fora do campo, o campeão na cooperação para a glória flamenguista é o Palmeiras. Alexandre Mattos, com aval do presidente Galiotte, cometeu um dos piores ciclos de compras e vendas da história do clube, com o detalhe de haver dinheiro sobrando. Borja, Deyverson, Luan, Diogo Barbosa, Lucas Lima e outros que nem chegaram a se firmar em campo. Borja foi o maior custo sem benefício da história, jogador mais caro, em clube que teve Ademir da Guia como referência máxima. Além do fracasso técnico, foi gerada a maior dívida de todos os tempos e desequilíbrio financeiro, sendo que em 2018 o alviverde despontava para a estabilidade e pujança, provocando a perspectiva de que o Palmeiras se consolidaria como o mais forte clube do Brasil. As contribuições de Mattos e direção foram inolvidáveis. O Flamengo agradeceu com ardor.

O Corinthians, que entregou o seu maior patrimônio, a receita de estádio, com empreendimento para lá de complicado na construção do estádio, reelegeu a diretoria que causou o problema e vem acumulando dívidas com mais dificuldades, das quais levará muito tempo para sair.

O São Paulo saiu do patamar de clube de referência para situação bem delicada, além de sucessivas tentativas frustradas com treinadores.

Cruzeiro foi carbonizado por sequência indelével de erros, lembrando que Mattos estava na origem da “gastança”, dos salários absurdos, obtendo vitórias de Pirro.

Internacional também patina e Grêmio não logra decolar de vez, conformando-se em jogar apenas pelos “mata-matas”, estendendo tapete azul no Brasileiro ao rubro-negro. Tendo técnico, que além da qualidade, é sério, fala verdades, não faz a média que muitos nativos apreciam, como Tite, somado a Cooperativa de Associados composta pelos rivais, tende a sucesso amplo, geral e irrestrito.

É o “Todos por um”. Nenhum por todos, com a CBF criando sistema de premiação na Copa do Brasil que estimula até o Novorizontino a poupar jogadores no Paulistinha, mesmo em posição de buscar a classificação. Optou pela grana, desqualificou o campeonato, que dizem ser feito para manter a tradição e sobrevivência dos clubes do interior (fake news).

Ao olharmos a qualidade dos 4 grandes paulistas, dos gaúchos, e sem contar os mineiros, por debilidade absoluta técnica e financeira, ao enxergamos o atual futebol dos adversários com baixa eficiência e pouca ambição, chegamos à conclusão que, enfim, há uma Liga, a Liga Pró-Flamengo, composta por todos.

Enquanto isso, o clube da Gávea, que não tem a ver com essa colaboração dedicada, segue correndo em volta do campo, com a Taça da ocasião.  Contra o Flamengo só mesmo parte da diretoria do Flamengo, rápida na resposta à TV, lenta junto às famílias.

Comments

comments



MaisRecentes

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO FUTEBOL – DO VÁCUO MORAL AO VÁCUO INSTITUCIONAL



Continue Lendo

O GOL E GIANNI INFANTINO – OPORTUNIDADE DO ILUMINISMO



Continue Lendo

GRANDE TRANSFORMAÇÃO



Continue Lendo