O JOGO DE SEGUNDA - O NOSSO MONDAY NIGHT - BLOG JL PORTELLA

O JOGO DE SEGUNDA – O NOSSO MONDAY NIGHT



O futebol às segundas é claramente uma cópia do Monday Night dos americanos. Temos uma vocação para copiar o que vem dos países chamados centrais, que ditam as políticas no mundo, aceitando passivamente a condição de país periférico, tanto na postura conformista, como na admiração servil.
O Brasil deveria ser país central no futebol, e já mostramos em várias publicações que temos uma das economias mais fortes do mundo, apesar de tudo, e poderíamos estar entre as cinco maiores referências. Nós deveríamos exportar modelos e soluções no futebol.
Todavia, não há nada grave se, conservando nossa capacidade de liderança, copiássemos boas experiências de outros lugares, assim como outros poderiam nos seguir.

PORÉM,  caberia DOMINAR O CONCEITO.
O jogo de segunda não é apenas para ocupar espaço na agenda dos torcedores. É para ser um jogo de interesse nacional, em dia que há UM só espetáculo à disposição, valorizando-o e criando nova fonte potente de receita para os clubes COM A INCLUSÃO DE PATROCINADORES NOVOS E ESPECÍFICOS interessados em evento ESPECIAL.
Jogar numa rodada com vários clubes divide a relevância de cada partida, que é a unidade básica de valor do futebol. Contudo, não há outra forma de se conduzir um campeonato com vários participantes. E é por isso, que o jogo de segunda ganha dimensão especial, além de preencher a grade da TV em dia normalmente vazio, onde a mídia se repete, repercutindo a rodada.
Em síntese, não pode ser qualquer jogo. Quanto pior estiverem os adversários na classificação, pior o interesse, e, consequentemente o Valor Agregado do Jogo.
De preferência, deve-se ter como foco os primeiros colocados, times com chances de título.
São Paulo x Chapecoense é JOGO que NÃO se enquadra no conceito.
Óbvio, será acompanhado não só pelos torcedores, mas por fanáticos como eu e o mundo mais restrito do futebol.Porém, poderia contemplar muito mais público e gerar mais receita para todos, ao se enquadrar corretamente no conceito. Para agravar, a Conmebol, com calendário esdrúxulo, prejudica, em vez de ajudar os países componentes.
O mais grave no Brasil não é a aceitação de figurar como colonizado em quase todos os campos, inclusive naqueles que tem excelência, fator já bem deplorável por si só, o pior é não querer fazer as coisas bem feitas, não desejar a excelência como meta.
Construímos modelo no país do “Feito Para Não Fazer”. Realizar sempre aquém do possível.
O jogo de segunda é um exemplo marcante.

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