GRANDES TÉCNICOS DESEMPREGADOS - BLOG JL PORTELLA

GRANDES TÉCNICOS DESEMPREGADOS



O blog de Rafael Reis informa que 7 técnicos famosos estão desempregados. Entre eles Mourinho, Wenger e Allegri. Embora alguns deles estejam em transição na carreira e devam voltar a trabalhar, o fato indica que o tempo de validade dos chamados supertécnicos está se concluindo.
No Brasil, já há muito tempo, Leão inaugurou movimento nesse sentido, guardadas as proporções do país e da época: treinador bastante caro, que havia sido um dos que inauguraram salários absurdos para a realidade, acabou relegado à irrelevância, não procurado por quaisquer clubes.
Misturam-se nessa situação duas questões-chave: salários altos e determinada arrogância de comportamento, tornando-os, com raras exceções, técnicos corrosivos, pesados, que custam muito, rendem como os outros e estebelecem clima tenso. José Mourinho é o campeão do padrão treinador predatório, após algum tempo.
Invariavelmente, o ego desses técnicos se sobrepõe ao trabalho, e a mídia colabora bastante com isso, incensando-os com avaliações superestimadas e glorificações indevidas. Na maior parte das ocasiões, eles lograram conquistas, parcela por um trabalho positivo, nada extraordinário, que se somou às circunstâncias fortuitas.
Tostão já escreveu várias vezes: tem hora que o técnico mexe errado e a sorte faz dar certo, em outras, mexe certo e a fortuna faz dar errado. Há muita elocubração sobre o suposto e forçado falso cientificismo atribuído a eles quando apregoam táticas e visões.
O futebol precisa de estudo e aplicação, contudo há um exagero claro na publicidade desses trabalhos.
Os técnicos vão ficando caros demais, começam a ganhar poucos títulos como Mourinho nos tempos mais recentes, e a arrogância segue a mesma. Acabam por ter prazo de validade vencido e entrarem na lista dos esquecidos, ou melhor, daqueles que a relação custo/benefício é extramente desvantajosa.
É o mundo do futebol bebendo da mesma seiva egóica do universo dos artistas da música, que leva ao desencanto e frustração.
Os “semideuses” ainda não se deram conta das suas limitações. Viveriam melhor sem a perigosa aura da espetacularização.

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