ERA UMA VEZ... - UMA "BARRIGA" COLETIVA - BLOG JL PORTELLA

ERA UMA VEZ… – UMA “BARRIGA” COLETIVA



Foi uma “barriga”. A grande maioria da crítica especializada contou uma história tão inverossímil e malparada, que o engano emergiu mais rápido do que se previa. Com base no poderio financeiro, que nunca foi fator, por si só, de sucesso, e na sequência de vitórias do Palmeiras, antes da Copa América, sacramentou com o já conhecido imediatismo nativo,a vitória antecipada do alviverde.
Algumas dessas vitórias foram bem sofridas e circunstanciais, mas nada segura a “volúpia por profecias” que assola o “país do futuro”. Sempre do futuro, nunca do presente.
Importante registrar que a torcida palmeirense, emotiva e entusiasmada, mas sempre crítica e rigorosa, nunca entrou nesse jardim edênico fertilizado pela imprensa, enxergando os defeitos na formação e condução do time.
Torcer é uma coisa, iludir-se é outra. Palmeiras, o maior campeão do Brasil, não está fora da luta pelo título, embora a fase seja acinzentada, todavia se encontra muito longe do vaticínio acrítico da crítica: campeão antecipado, com folga.
Houve muita contratação ruim, escalação débil, substituições indevidas. E não se levou em conta que disputando vários campeonatos, o Palmeiras teria que variar o time, perdendo força em determinadas ocasiões. E que não ocorre só com o alviverde, porém passou distante da crítica especializada. Não foi só palpite, as opiniões vieram acompanhadas de julgamentos que transmitiam ao torcedor um aparato técnico-analítico.
Não se levou em conta o aspecto cíclico que todos times enfrentam em campeonato tão longo, recheado de jabuticabas, de janelas para o exterior, de transferências de atletas interclubes, de reforços e disputas paralelas com a colaboração nociva da Conmebol em parceria com a insuficiência da CBF.
Flamengo e Internacional são os times com melhor futebol no momento. Podem oscilar, mas estão na dianteira.
Santos tem a fragilidade do elenco, da dificuldade de reposição das peças essenciais, mas está no jogo graças a obstinação de Sampaoli. Que é bom, mas também não é mágico nem semideus. Errou contra o Cruzeiro. Corinthians cresce ao modo Carille com treinamento repetitivo e ênfase na defesa, melhorando a eficácia do ataque. Vai disputar a zona da Libertadores e pode ser zebra na luta pelo título. Flamengo tem elenco superior ao Palmeiras. Não passou despercebido à torcida palmeirense que o clube virou uma enfermaria bem remunerada. É o melhor plano de saúde do futebol. Contratado por alto salário, logo a aquisição se isola, por boa temporada, na enfermagem. Além da péssima condição física, como se viu sábado, quando os atletas se estiravam ao chão com problemas musculares e cãibras.
Flamengo e Inter estão crescendo não só em futebol como em estado psicológico, moral elevada. Santos traz a garra de Sampaoli.
São Paulo, que trilhava caminho do opróbrio, pensou grande. Daniel Alves não foi percebido pelos rivais.
Palmeiras não está fora da disputa, pode ganhar o Brasileiro, pode vencer a Libertadores, sonho que supera a conquista de mais um campeonato nacional, porém não está acima e distante dos oponentes como a crítica consagrou. A barriga coletiva contemplou a maioria.
É um exemplo para nosso Brasil que deseja resolver seus problemas profundos, a envolver hábitos e costumes, com propostas ligeiras e marqueteiras, que não iludem a mais ninguém.
Era uma vez, mais uma vez, o açodamento contou uma “estória” que o Palmeiras pode tomar como lição para virar o momento que passa

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