Espera de 18 anos e 74 Majors chegou ao fim para Sergio Garcia: título no Masters!



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A longa espera de Sergio Garcia terminou. Depois de 18 anos no circuito, o golfista espanhol finalmente conquistou seu primeiro título de Major (como são conhecidos os quatro principais torneios, assim como os Grand Slam do tênis). Em um final emocionante, com direito a playoff (desempate) de um buraco, Garcia superou o britânico Justin Rose e faturou o tradicionalíssimo Masters de Augusta, nos EUA. Mesmo entre os quatro principais torneios, o Masters é o mais especial já que é o único disputado sempre no mesmo campo, no Augusta National Golf Club, na Géorgia.

Muito mais do que o prêmio de quase US$ 2 milhões, Garcia ganhou o direito de vestir o mítico green jacket (paletó verde), primazia dada somente aos vencedores do Masters. Para isso, ele quebrou um dos maiores jejuns do esporte. Assim como o Chicago Cubs, que ficou 108 anos sem vencer a World Series do beisebol, ou Lebron James, quando levou o Cleveland Cavaliers a seu primeiro título na NBA, os Majors haviam se transformado num obstáculo para o espanhol. Ele havia sido top 10 em 22 torneios desse tipo, mas nunca havia levantado o troféu. O fardo era enorme. Mesmo sendo considerado um dos melhores golfistas de sua geração, Garcia precisou de 74 participações em Majors para conquistar seu primeiro título, recorde nessa estatística. A fama de azarão já se misturava, injustamente, com a de amarelão.

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Curiosamente, o pesadelo acabou num domingo especial. A conquista ocorreu na data de aniversário de Seve Balesteros, grande golfista espanhol e um dos maiores da história, morto em maio de 2011, aos 54 anos, em decorrência de um tumor no cérebro. Seve foi bicampeão do Masters em 1980 e 83. Com o triunfo de ontem, Garcia tornou-se o terceiro espanhol a obter esse triunfo já que, além de Balesteros, José Maria Olazabal venceu em Augusta em 94 e 99.

“Eu estava muito calmo, muito mais calmo do que jamais estive em um domingo de Major. Estou entusiasmado e muito feliz pela vitória, mas honestamente não sinto nada tão diferente assim. Ainda sou o mesmo bobão de antes, ou seja, nada irá mudar. Claro que ao longo das campanhas, isso (jejum em Majors) vinha à minha cabeça. Pensava se um dia (vencer) iria acontecer comigo. A longa espera tornou tudo ainda mais doce. Mas com ou sem Major, eu tenho uma vida maravilhosa. Nunca senti como um filme de terror. Talvez um pouco como um drama, mas obviamente com um final feliz”, falou o campeão.

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