Abertura linda no estilo Brasil: alegria, festa, simplicidade e mensagem correta



Imagem da belíssima festa de abertura dos Jogos do Rio (Crédito: AFP)

Imagem da belíssima festa de abertura dos Jogos do Rio (Crédito: AFP)

Cerimônias de abertura de Olimpíadas não foram feitas para serem comparadas. Existem para serem vividas, sentidas.  A memorável noite de ontem no Maracanã ficará marcada na mente de muita gente. Foi uma festa linda e emocionante, sobretudo para o povo brasileiro, tão sofrido, carente, com sua autoestima no fundo do poço.

Como tem dito o presidente do COI, Thomas Bach, foi uma abertura “à la Brasil”. Não teve um Misha de Moscou-80, não teve o astronauta-voador de Los Angeles-84, não teve o arqueiro de Barcelona-92. Nem a opulência de Atenas-04 ou a precisão de Pequim-08. Mas teve a festa, o despojamento e a alegria de viver do brasileiro. E coisas lindas como Paulinho, Elza Soares, Caetano, Gil, Jorge Ben, Santos Dumont, Gisele e todo o resto.

Claro que não poderia faltar a hipocrisia brasileira. Defender o meio ambiente e não conseguir limpar a Baía de Guanabara, por exemplo. Mas isso foi um detalhe perto da grandiosidade do evento e da mensagem de um mundo mais verde, mais tolerante e em paz. Alguém algum dia precisaria falar isso. O Brasil acertou no momento, no palco e nas mensagens. Fez uma festa mais modesta nos quesitos pirotecnia e tecnologia. Mas acertou em cheio nas cores, n delicadeza e na alegria.

O Brasil tornou a festa mais humana. Foi o mais por menos numa abertura de Olimpíada. Foi a emoção do brasileiro. A parte inicial com Paulinho da Viola cantando o hino, as imagens do belíssimo Rio de Janeiro. Que país tem uma Gisele Bundchen para desfilar ao som de Garota de Ipanema e atravessar um estádio mítico como o Maracanã?!. Sim, o Brasil tem muita gente capaz, muito potencial, qualidade, belezas.  Se o pior do Brasil são seus políticos e os brasileiros seguidores da Lei de Gérson, o melhor do Brasil também são os brasileiro. Mas os brasileiros de bem, que trabalham duro, pagam impostos e recebem muito pouco ou nada em troca.

A cerimônia de abertura foi LINDA. Singela, na medida certa, sem querer ser algo que não somos. Ajudará a colocar a autoestima do brasileiro em um degrau um pouco mais alto. Sobretudo nesses tempos sombrios da política e da economia local. E da intolerância, do medo e do terror internacional.

Não precisamos ganhar medalhas de ouro nos Jogos. Isso é consequência natural de um país que desenvolve educação, saúde e segurança. E que entenda que o esporte de base, espalhado para a criançada, cria melhores futuros cidadãos. Precisamos ganhar a medalha de ouro da vida.

O acendimento da pira deu o toque final do significado de olimpismo. O destino escreveu certo por linhas tortas. Sem Pelé, o Rei maior, a escolha de Vanderlei Cordeiro foi precisa. Sua simplicidade e heroismo representam o que há de melhor no espírito olímpico.  Uma pira simples, maravilhosamente iluminada por um sol. Que esse sol ilumine o Brasil para tempos melhores. Dentro e fora do esporte.



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