Você sabia? O dia que Maradona quase vestiu a camisa 10 do Santos



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Tudo começou exatamente no dia 13 de maio de 1995. Depois de uma reunião entre Samir Jorge Abdul-Hak, então presidente do Santos, Pelé e Maradona no Rio de Janeiro, a imprensa dava como praticamente certa aquela que seria uma das maiores contratações já realizadas no futebol brasileiro: Maradona no Santos!

Na época com 34 anos, Maradona, ainda cumprindo a punição pelo caso de doping na Copa de 94, chegaria ao Brasil com o passe contratado pela Pelé Sports & Marketing, empresa que iria arranjar um time brasileiro para o argentino. Botafogo e Corinthians até cogitaram contar com El Pibe de Ouro, mas o Santos era o maior favorito, até por influência do Rei do futebol.

As tratativas avançavam juntos com as notícias. Enquanto a diretoria e até mesmo o próprio argentino tietavam com a possibilidade, Pelé chegava a afirmar aos jornais que Renato Duprat, presidente da Unicór (patrocinador master do Santos na época), pagaria pelo alto valor da contratação.

“O Renato disse que bota o dinheiro que precisar para trazer o Maradona”, (Pelé – entrevista ao jornal Folha de São Paulo em 16 de maio de 1995)

Fato é que a notícia acabou não sendo bem aceita por parte do elenco santista. Com uma folha salarial de modestos R$ 220 mil, o clube se encontrava afundado em dívidas e vivenciava um dos piores momentos financeiros de sua história. Assim, sem nem ter discutido oficialmente os valores, a desistência eminente do clube santista fez com que Maradona acabasse voltando para o Boca Juniors, onde ficou por dois anos antes de encerrar a carreira.

 

A nova tentativa

Já aposentado, Maradona voltaria a ser cogitado na Vila Belmiro, em fevereiro de 1998. Ele chegou a Vila Belmiro no helicóptero da empresa que patrocinava o Santos, acompanhado do vice-presidente do clube, José Paulo Fernandes. Por mais de uma hora, visitou as dependências do estádio e insinuou que poderia inclusive fazer um acerto com o Santos, recebendo cachê por partida disputada. Porém, o então técnico do Peixe, Emerson Leão, e alguns dirigentes do clube foram totalmente contra a vinda do jogador, o que ocasionou na desistência da ação.

 

Reprodução parcial da página 16 do jornal Folha de São Paulo de 6/2/ 1998. Foto de Valter Cabrera/Folha Imagem

Reprodução parcial da página 16 do jornal Folha de São Paulo de 6/2/ 1998. Foto de Valter Cabrera/Folha Imagem



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