Relembre os craques que já foram recusados no futebol brasileiro



 

A competitividade do Campeonato Brasileiro, somada ao poder financeiro dos clubes, transforma o futebol do Brasil em uma espécie de vitrine entre as Américas.

Todavia, nem sempre os nossos clubes conseguem ter um olhar clínico para as jovens promessas oferecidas. Por isso, o blog Gol de Canela FC traz a história de alguns craques, hoje consolidados no futebol mundial, que um dia foram rejeitados no Brasil. Confira:

 

 

Luis Suárez no Flamengo (2006)

Em 2006, o Flamengo atribuiu o ex-jogador Andrade, então olheiro rubro-negro, a observar alguns jogadores promissores do Nacional, clube uruguaio que, na época, estava firmando uma parceria com os brasileiros.

Um desses jogadores era Luis Suárez, então com 19 anos. Ainda sem mostrar o seu melhor futebol, o uruguaio não caiu nas graças de Andrade, que acabou não dando o aval para a contratação.

Curiosamente, seis meses depois, o modesto Gronigen, da Holanda, contratou a então promessa uruguaia por apenas 800 mil euros.

 

Não me arrependo, não. Futebol é momento. Naquela época, ele tinha 19 anos. Fui ver um torneio (no Uruguai), e ele não se apresentou bem. Era garoto ainda, inexperiente, e realmente não dei o aval. Tinha outro observador comigo, o pai do Ibson (Laís Silva), e ele também não se empolgourevelou Andrade em entrevista ao Globo Esporte, em 2013.

 

 

Falcão Garcia no Santos (2008)

Já com 22 anos, o colombiano Falcão Garcia, então promessa do River Plate, foi oferecido ao Santos por um valor de transferência de 3 milhões de dólares. Porém, o Peixe, que preparava o time para a disputa da Copa Libertadores de 2008, resolveu apostar em outros nomes do futebol sul-americano.

No ano seguinte, o atleta foi vendido ao Porto por US$ 5,5 milhões.

 

“Eu ofereci ele (Falcão) ao Santos. Tinha contato com o agente que o representava. Ele iria por 3 milhões, 3 milhões e meio de dólares. Só que eles (do Santos) tinham outras opções, queriam trazer um equatoriano, o Quiñones, também teve um argentino (Tripodi) e mais um estrangeiro. Aí, como já tinham contratado esses jogadores, já tinham envolvido algum dinheiro e não dava mais. Depois se arrependeram”afirmou Roberto Fariñas, responsável por revelar o colombiano para o futebol, ao site ESPN, em 2014.

 

 

James Rodriguez no Palmeiras (2009)

Em 2009, o então camisa 10 do Banfield, da Argentina, foi indicado ao Palmeiras. Porém, o auxiliar técnico Jorginho, responsável também por observar atletas que poderiam vir a interessar ao clube, não gostou das condições do jogador e descartou a contratação.

“Foi apenas um jogo do Banfield e ele foi trocado no intervalo. Permaneceu 45 minutos em campo. Tinha entre 17 e 18 anos e era uma ‘bolinha’… Ele não era barato. Devia valer US$ 5 milhões na época. Ninguém em sã consciência iria recomendar pagar isso por um jogador tão jovem”, diz Jorginho ao site ESPN, em 2014.

 

 

Chicharito Hernández no Internacional (2005)

Em 2005, quando tinha apenas 16 anos, Chicharito chamou a atenção do Internacional, que procurou o Chivas Guadalajara para uma possível contratação. Apostando no potencial da sua jovem promessa, os mexicanos pediram algo em torno de US$ 1 milhão, mas o valor e os obstáculos impostos pela lei fizeram com que o colorado perdesse o interesse pelo jogador naquele momento.

 

“A questão financeira não veio tanto ao caso. O que emperrou foi que estrangeiros não podem vir atuar no Brasil com menos de 18 anos. Fizemos contato, mas ele era menor de idade, tinha que aguardar completar 18 e não valia a pena para a gente”, revelou o então diretor de categorias de base colorado, Jorge Macedo, ao site ESPN , em 2013

 

 

Henrikh Mkhitaryan no São Paulo (2003)

Em 2003, o São Paulo firmou um projeto de intercâmbio com o governo da Armênia para trazer três garotos armênios e um técnico ao Brasil para fazer testes. Entre eles estava Henrikh Mkhitaryan, na época com apenas 13 anos.

O jovem acabou ficando apenas quatro meses no São Paulo. Avaliado pela comissão técnica, acabou sendo mandado de volta ao seu país.

 

“Ele era o que mais tinha chance de vingar. Corria bastante, era obediente, aprendia rápido, uma coisa meio oriental. E chutava de todo lugar. Só que, de 12 chutes, uns oito iam para fora”, disse o então preparador físico da base do São Paulo, Rodrigo Pignataro, ao jornal Folha de São Paulo, em 2013.



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