Quanto Pelé valeria hoje?



Imagem: Júnior Silva

Imagem: Júnior Silva

 

Um craque, tricampeão do mundo, bicampeão do Mundial Interclubes e autor de mais de mil gols. Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, foi um jogador que encantou o mundo com seu talento e genialidade.

 

Logo após o primeiro título mundial pelo Brasil, em 1958, ter esse camisa 10 no elenco virou um sonho para diversos clubes europeus. Entre diversas propostas e especulações, a mais exorbitante veio de Angelo Moratti, então presidente da Internazionale, que chegou a oferecer 600 milhões de liras italianas pelo craque brasileiro, valor logo recusado pelo Santos.

 

Caso o Peixe tivesse aceitado, Pelé teria sido a contratação mais cara da história até então, já que o recorde era do atacante espanhol Luisito Suárez, que foi levado do Barcelona à Inter por 250 milhões de liras, menos da metade do valor oferecido pelo brasileiro.

 

Com a conversão atual da Lira Italiana para o Euro, os números da proposta de Moratti por Pelé podem parecer irrisórios – Um pouco menos de € 7 milhões – mas ajuda para exemplificar a dimensão que poderia ser essa contratação. Por exemplo, entre o total pago por Suárez e o oferecido pelo Rei, o recorde de jogador mais caro de todos os tempos daria um salto de 140%, percentual nunca foi alcançado na história. Nem a recente compra de Neymar pelo PSG alcançou tal aumento em relação a negociação de Paul Pogba pela Juventus.

 

Outro fator representativo sobre o preço de Pelé foi calculado em 2012 pela Pluri, consultora especializada em informações de mercado futebolístico. Segundo estudo baseado em 61 critérios de avaliação divididos em 12 itens (idade, fundamentos, qualidade técnica e encantamento, capacidade de definição de jogo, aspectos táticos, força e condicionamento físico, disciplina e espírito de equipe, nível dos campeonatos que disputa, condição clínica, conquistas, retorno de marketing, convocações para seleção), Pelé, aos 20 anos, valeria € 93 milhões (R$ 345 milhões), mais que Diego Maradona, Lionel Messi ou Neymar na mesma idade.

 

Mesmo com seu talento atemporal, fato é que Pelé veio de uma geração onde a exploração da imagem ainda era incipiente no futebol. Até por isso, de 1956 a 1974, sua permanência no Santos, onde ganhou mais de quarenta taças, teve mais um contexto vitorioso do que lucrativo.



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