Há exatos 51 anos, um cão salvava uma Copa do Mundo



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Criada pelo artesão francês Abel Lafleur, a Taça Jules Rimet, roubada no Brasil de dentro da sede da CBF em 1983 e posteriormente derretida, já foi protagonista de uma das mais curiosas histórias que uma Copa do Mundo já produziu.

 
Com 30 cm de altura e pesando 3,8 kg de ouro maciço, a Taça desapareceu em 1966 quando estava exposta no Westminster Central Hall, em Londres, quatro meses antes do Mundial na Inglaterra. Os ladrões tinham aproveitado a distração dos policiais provocada por um serviço religioso no mesmo local e roubaram o taça.

 
Embora os membros da Scotland Yard (sede central da Polícia Metropolitana de Londres) tivessem revidado o país em busca de inibir tal vexame, nada era encontrado. A imagem britânica perante ao mundo esportivo estava em cheque e os jornais locais estampavam cada vez mais manchetes alarmistas sobre o tema.

 
Quando tudo parecia perdido, eis que um herói improvável apareceu no 27 de Março daquele ano: Um cãozinho da raça collie chamado Pickles. Segundo relato do seu dono, David Corbett, eles passeavam em uma praça no sul de Londres em busca de um telefone público. Até que no meio do percurso, o cão começou a cavar o terreno e, embrulhada em um jornal, achou a tão valiosa taça.

 
Imediatamente, Corbett procurou à polícia e entregou a Taça. Com tudo esclarecido, já que Corbett em um primeiro momento chegou a ser acusado de ser responsável pelo roubo, Pickles foi contemplado com diversas homenagens e logo foi transformado em herói nacional, participando de programas de TV, comerciais e até de um filme.

 

Pickles posando para fotos. Foto: Arquivo

Pickles posando para fotos. Foto: Arquivo

Porém, tamanho entusiasmo e fama acabou um ano após o ocorrido. Pickles morreu enforcado em uma árvore quando corria atrás de um gato. Ele foi enterrado no quintal da casa que Corbett havia acabado de comprar em Survey, em uma zona calma de Londres, para dar mais sossego ao seu amigo canino.

 
Mesmo após mais de cinco décadas, a história deste cão que “salvou” uma Copa do Mundo jamais foi esquecida.”Depois disso tive outros cães, mas nenhum substituiu o Pickles. Era especial”, disse David Corbett em entrevista ao site Mais Futebol em 2011.



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