Adolpho Milman, o afegão que chegou à Seleção Brasileira



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Durante o período pós-amadorismo do futebol brasileiro, principalmente em 1937, ano em que a CBD decidiu reconhecer oficialmente o regime profissional do esporte no Brasil, criou-se um espaço irrefutável para que craques de diversas partes do país fossem chamados para defender o selecionado nacional.

E foi neste contexto que o atacante Adolpho Milman, mais conhecido como Russo, chegou a Seleção Brasileira em 1942. Nascido em uma região encruzilhada entre o Sul da Ásia, a Ásia Central e a Ásia Ocidental, que hoje é o Afeganistão, ele era jogador do Fluminense e tinha sido um dos principais jogadores do tricolor na conquista do campeonato carioca de 1941.

Mesmo não nascido no Brasil, sua convocação foi algo habitual. Russo tinha cidadania brasileira, já que veio com sua família para o Brasil tendo cerca de um ano de idade. Morou no Rio Grande do Sul, em Pelotas, cidade onde logo conheceria o futebol e daria seus primeiros chutes no juvenil do EC Pelotas.

Sua chegada ao Fluminense, em 1933, seria resultado de uma aventura do próprio. Enfrentando a resistência da sua família, ele fugiu de casa para o Rio de Janeiro, a fim de realizar o sonho de jogar futebol profissionalmente. Logo se tornaria o melhor centroavante daquele lendário time do Fluminense que colecionou títulos entre os anos 30 e 40.

Fluminense campeão carioca de 1940. Russo é quarto Da esqueda para a direita a partir da primeira fila ( de baixo para cima ). Foto: Fluminense

Fluminense campeão carioca de 1940. Russo é quarto Da esquerda para a direita a partir da primeira fila ( de baixo para cima ). Foto: Fluminense

 

Conhecido pela por ser um atleta de rara inteligência e exímio goleador, Russo foi convocado para Seleção Brasileira como uma aposta do técnico Adhemar Pimenta para o Campeonato Sul-Americano de 1942, disputado no Uruguai. Mesmo jogando apenas um jogo, na vitória contra o Peru por 2 a 1, o atacante do Fluminense entrou para história do futebol brasileiro por ser um dos poucos “estrangeiros” convocados para o selecionado do Brasil em uma competição oficial. Antes dele apenas só o inglês Sidney Pullen, o português Casemiro Amaral e o italiano Francisco Police tinham tal feito.

 

Até por ter se aposentado dos gramados dois anos depois, com apenas 29 anos, Russo nunca mais seria convocado para um jogo pelo Brasil. Nos bastidores, se manteve quase sempre vinculado ao Fluminense, tendo-lhe prestado vários serviços relevantes como, por exemplo, assessor de futebol na gestão do presidente Francisco Laport.

 

Ele faleceu em 11 de agosto de 1980, aos 65 anos, no Rio de Janeiro. Sua família ainda está estabelecida no capital carioca. Seu filho, Fernando Milman, chegou a ser diretor do Fluminense nos anos 90.



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