Real Madrid: Anjos brancos à beira do inferno (de novo) - Gestão EC

Real Madrid: Anjos brancos à beira do inferno (de novo)



Ah, as redes sociais. Como elas mudaram as relações pessoais e passaram a interferir diretamente na gestão de clubes e entidades. Nesta segunda-feira, o zagueiro e capitão do Real Madrid, Sérgio Ramos, publicou uma auto-entrevista em seu perfil no twitter para falar sobre alguns pontos do momento do clube. Aumentou um problema notório no Real, que vai terminar a primeira temporada sem Cristiano Ronaldo longe dos títulos (já foi eliminado na Champions, na Copa do Rei e está 12 pontos atrás do Barcelona na classificação.

Não é a primeira vez que isso acontece. O livro Anjos Brancos à Beira do Inferno, do grande John Carlin, apresenta detalhes muito interessantes do clube espanhol durante a época dos galácticos, quando também com Florentino Perez no comando e contratações bombásticos o clube ficou sem títulos.

A temporada ruim do Real Madrid exemplifica diversos erros de gestão. O primeiro deles é a falta de preparo para substituir a saída do melhor jogador do mundo. O Barcelona deu o exemplo lá atrás. Ronaldinho Gaúcho foi melhor do mundo em 2004, 2005 e terceiro em 2006. Desde 2004, tinha companhia de um garoto chamado Messi no time. Quando Ronaldinho Gaúcho saiu, em 2008, Messi já estava pronto para ser o substituto e, em 2009, foi eleito o melhor do mundo pela  primeira vez.

O segundo foi o erro na escolha do técnico para substituir Zidane. Julen Lopetegui não tinha o mesmo tamanho do francês, nem o mesmo perfil. Nenhum analista aponta o craque francês como um super especialista em tática. Embora tenha conquistado tudo, o e-meia nunca foi colocado no clube de Guardiola, Klopp e outros técnicos revolucionários e muito conhecedores de tática de jogo. Zidane, no entanto, era a liderança inquestionável dentro do vestiário, que impediria, por exemplo, Sérgio Ramos de decidir quando tomar cartão amarelo, brigar com Marcelo ou fazer uma entrevista no twitter.

O Real Madrid perdeu duas duas maiores lideranças. Sem comando, o barco foi à deriva.

Atualização: Após a publicação desse post, o Real Madrid anunciou o retorno de Zidane ao cargo de técnico do clube. Vale aqui mais uma grande lição: os maiores times do mundo também erram. Não é privilégio do Brasil.



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